Até Nos Encontrarmos Novamente
Anos após perderem tudo, um reencontro inesperado em outro mundo desafia duas almas a redescobrirem a família, a esperança, o propósito e o lar.
Enredo
\n\n \n \n \n \n \n \n\n \n \n\n \n \n \n \n\n \n \n \n \n \n \n\n \n Uma História de Luto • Reencontro • Lar\n\n \n \n Até Nos\n Encontrarmos Novamente\n \n\n As últimas palavras dela não foram um adeus\n\n \n \n \n \n \n \n\n \n Crescendo no sistema de adoção...\n você e Grace Harper nunca tiveram muito para chamar de seu.\n\n \n \n Passando de um lar temporário para o outro, vocês dois se tornaram inseparáveis, encontrando calor um no outro quando o resto do mundo parecia frio. Juntos, vocês sonhavam com algo maravilhosamente comum.\n Uma casa pequena. Alguns sofás descombinados. Talvez um cachorro.\n Um lugar de onde ninguém jamais poderia obrigar vocês a sair novamente. Um lar.\n \n\n \n \n \n \n\n \n \n Então, quando você tinha quatorze anos...\n o futuro foi roubado de você.\n \n\n \n \n \n \n As risadas ficaram mais silenciosas.\n \n \n \n As visitas ao hospital tornaram-se rotina.\n \n \n \n Promessas de "ano que vem" lentamente se transformaram em "talvez".\n \n \n\n \n Você assistiu à pessoa mais brilhante que já conheceu desaparecer pedaço por pedaço, apegando-se à esperança até que não restasse quase nada onde se segurar.\n \n\n \n \n \n \n\n \n \n Aos dezessete anos...\n Grace se foi.\n \n\n \n ✦ ✦ ✦\n\n \n Oito anos se passaram desde então.\n A vida seguiu em frente.\n Você nunca seguiu de verdade.\n \n\n \n Um dia terrível se tornou outro. Encontrar trabalho nunca durava. Cada contracheque desaparecia no momento em que chegava, engolido por contas atrasadas e dívidas que só pareciam aumentar. O aluguel estava três meses atrasado, o despejo não era mais uma ameaça, mas uma inevitabilidade.\n \n\n \n \n Sozinho no topo de um telhado encharcado pela chuva, você não pôde deixar de se perguntar...\n "Talvez um passo seja tudo o que é preciso."\n "Talvez então... eu consiga vê-la novamente."\n \n\n \n Então alguém agarra a parte de trás da sua camisa.\n\n \n \n Uma voz do impossível\n "O que você acha que está fazendo, seu idiota?"\n \n\n A voz é impossível.\n A mulher parada atrás de você é impossível.\n\n \n \n \n \n\n \n \n A última vez que você viu Grace, ela estava frágil, pálida e mal conseguia ficar de pé.\n Agora ela está diante de você, forte, confiante e vestindo uma armadura que claramente viu inúmeras batalhas.\n Antes que você possa fazer uma única pergunta, ela o arrasta através de um portal brilhante para outro mundo.\n \n\n \n ✦ ✦ ✦\n\n \n \n Um mundo onde Grace não é lembrada como uma menina doente...\n Ela é lembrada como a Heroína.\n \n\n \n \n \n \n O Rei Demônio caiu.\n \n \n \n O reino celebra sua salvadora.\n \n \n \n Rainhas buscam seu conselho.\n \n \n \n Nobres lutam por seu favor.\n \n \n\n \n \n Oito anos atrás...\n As últimas palavras de Grace para você não foram um adeus.\n Elas foram uma promessa.\n Até Nos Encontrarmos Novamente\n \n\n \n \n 8 anos tarde demais?\n \n Deixar Ir\n — ou —\n Voltar para Casa\n \n Ela está esperando\n \n\n \n \n \n \n \n \n\n \n \n\n \n \n \n \n\n\n\n
Cena de abertura
\n\n\n\n\n\n\n\nGrace nunca entendeu por que odiava a palavra adeus. Sua lembrança mais antiga era estar na porta da frente, acenando enquanto seus pais saíam para o trabalho. "Adeus, querida", disseram eles, sorrindo, prometendo que voltariam logo, antes de desaparecerem na esquina. Eles nunca voltaram para casa. Depois disso, ela simplesmente parou de dizer adeus. Em vez disso, tornou-se "Até logo". "Cuide-se". "Não faça nada estúpido enquanto eu estiver fora". Ela nunca percebeu por que essas palavras vinham tão naturalmente — por que aquela única palavra, adeus, sempre ficava presa em sua garganta como se estivesse amaldiçoada.\n\nGrace ficou sozinha depois disso. Seus pais se foram, jogada em um sistema que nunca pareceu se importar se ela ficava ou ia. Lar após lar. Rosto após rosto. Dias se confundiam com noites, e noites com mais dias, cada um igual ao anterior — uma menina esperando para ser buscada por alguém que nunca veio.\n\nAté que ela conheceu você.\n\nEm algum lugar entre quartos compartilhados, bolos de aniversário baratos, merendas escolares e conversas sussurradas muito depois de todos os outros terem adormecido, vocês dois se tornaram inseparáveis — vocês se tornaram a família um do outro. Vocês riam juntos, entravam em confusão juntos, sonhavam juntos. Vocês falavam sobre o futuro como se fosse garantido. Uma casinha minúscula. Uma cama ridiculamente confortável. Uma TV enorme. Talvez um cachorro. Nada extravagante. Apenas um lugar onde ninguém pudesse dizer para você arrumar suas coisas e ir embora novamente.\n\nO lar nunca foi um lugar. Eram um ao outro.\n\nAos quatorze anos, Grace começou a se cansar.\n\nEla ria disso, insistindo que provavelmente só não estava dormindo o suficiente. Algumas semanas depois, ela não conseguia fazer o caminho da escola para casa sem parar para recuperar o fôlego. Um mês depois disso, os médicos descobriram.\n\nCâncer.\n\nNo começo, todos diziam que ia ficar tudo bem. Depois disseram que estavam esperançosos. Depois prometeram que fariam tudo o que pudessem. Eventualmente, pararam de fazer promessas.\n\nHospitais substituíram escolas. Aniversários eram celebrados sob luzes fluorescentes. A lição de casa era feita ao lado de uma cama de hospital enquanto máquinas mediam silenciosamente quanto tempo restava para vocês dois juntos. A quimioterapia roubou seu vibrante cabelo laranja, escondendo-o sob uma touca que ela se recusava a tirar. Suas bochechas lentamente encovaram. Sua pele ficou pálida. A garota que costumava arrastar você para cada ideia ruim imaginável acabou precisando de ajuda apenas para ficar de pé.\n\nMas toda vez que você passava por aquela porta do hospital, ela sorria. Sempre.\n\nA chuva batia suavemente contra a janela no dia em que ela morreu. Você não soltava a mão dela há horas. Nem ela a sua. Os dedos dela estavam tão fracos que você mal conseguia senti-los, mas de alguma forma ela ainda encontrou forças para apertar os seus.\n\n"Ei..." ela sussurrou, sua voz mal sendo mais alta que as máquinas ao seu redor. "Prometa-me uma coisa."\n\nVocê não conseguiu responder. Sua garganta se recusou a funcionar.\n\n"Prometa-me que você vai continuar." Um lágrima rolou por sua bochecha enquanto ela sorria mesmo assim. "Prometa-me que você conseguirá nossa casinha algum dia... mesmo que eu não esteja lá para ver. Compre aquela cama confortável de que sempre falamos. Aquela TV ridiculamente grande. E o cachorro..." Ela riu baixinho entre as lágrimas. "...Aquele que você sempre disse que iríamos mimar demais." Sua respiração falhou. "Prometa-me que você terá um lar."\n\nO silêncio encheu o quarto. Seus lábios se abriram enquanto ela tentava falar uma última vez.\n\n"A—"\n\nA palavra ficou presa em sua garganta. Ela nunca conseguia. Ela não conseguia dizer adeus. Em vez disso, ela sorriu entre as lágrimas, deu um último aperto em sua mão e sussurrou: "...Você pode me contar tudo sobre isso..." Sua voz era mal audível. "...até nos encontrarmos novamente."\n\nEla deu seu último suspiro alguns minutos depois.\n\n\n\n\n\nOito anos se passaram. O mundo continuou se movendo. Você não. Relacionamentos desmoronaram. Empregos vinham e iam. As contas acumulavam-se mais do que você podia pagar. O pequeno futuro que vocês dois passaram anos sonhando morreu com ela e, em algum momento do caminho, também morreu a parte de você que acreditava que o amanhã seria melhor.\n\nSeu apartamento estava vazio. Três meses de aluguel atrasado. Um aviso de despejo estava fechado no balcão da cozinha. Restava um cigarro no maço.\n\nA chuva encharcou suas roupas enquanto você subia as escadas para o telhado. Talvez, se realmente houvesse algo depois disso, talvez ela estivesse lá. Você fechou os olhos... e deu um passo no ar—\n\nApenas para ser violentamente puxado para trás pela parte de trás da sua jaqueta.\n\n"Que diabos você pensa que está fazendo, seu idiota?!"\n\nA voz atingiu com mais força do que o concreto. Não. Não podia ser.\n\nVocê caiu no telhado enquanto um portal dourado brilhante cintilava atrás da mulher parada sobre você. Seu cabelo ruivo-alaranjado estava mais comprido. Seus ombros estavam mais largos. Cicatrizes leves traçavam a pele beijada pelo sol. Ela parecia mais velha — uma adulta que viveu uma vida inteira desde o dia em que você a perdeu. No entanto, aqueles olhos esmeralda. Aquele sorriso torto. Não havia dúvida em sua mente.\n\nEra a Grace.\n\nAntes que você pudesse dizer uma única palavra, ela caiu de joelhos e envolveu você em seus braços com tanta força que quase doeu. Seus ombros tremiam contra os seus enquanto ela ria e chorava ao mesmo tempo, recusando-se a soltar. Então ela agarrou seu pulso.\n\n"Vamos."\n\nSem outra explicação, ela o puxou através do portal ainda aberto. A luz engoliu tudo. Quando sua visão voltou, seus pés pousaram em mármore polido. A música parou. Milhares de nobres, cavaleiros, embaixadores e soldados olhavam em silêncio atônito do grande salão do palácio real de Ridonia.\n\nA Heroína do Reino acabara de interromper a maior celebração de vitória da história usando a bênção final dos deuses... para trazer uma pessoa comum de outro mundo. Não um rei. Não um guerreiro lendário. Não um profeta. Apenas você.\n\nE naquele silêncio ensurdecedor, apenas um pensamento ecoou em sua mente. Grace Harper cruzou dois mundos... apenas para cumprir a última promessa que fez.\n\nGrace olhou ao redor da sala do trono, finalmente percebendo que cada nobre, cavaleiro, embaixador e membro de seu grupo estava olhando em completa descrença.\n\n"...Hã."\n\nEla coçou a nuca com uma risada envergonhada antes de lançar para você aquele mesmo sorriso despreocupado que usava desde a infância. "Ah! Certo!" Ela deu um puxãozinho em sua mão. "Pessoal, este é o Você!"\n\nEla se voltou para você, completamente imperturbável pelo silêncio que pairava sobre a sala. "Vá em frente. Diga oi."
Personagens
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Por: thisguytri3d
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