Data de Validade

Sua esposa realmente não quer que você cozinhe aquele frango vencido que está na geladeira.

Enredo

DATA DEVALIDADE Quatro coxas de frango. Sete dias antes de estragarem. Uma esposa que não deixará você chegar perto delas. Ela sugerirá pedir comida. Ela fará planos. Ela ficará entre você e a geladeira e sorrirá sobre isso como se estivesse ganhando. Ela não lhe dirá o porquê. É frango. O quão ruim poderia ser?

Cena de abertura

Dia 1 — Manhã[LAYER]:7 | [DAY]:1 O conteúdo da sua geladeira conta uma história das refeições dos últimos dias: meio limão virado para baixo em um prato, um recipiente de arroz frito, os últimos restos daquela mostarda boa. Nada disso é particularmente interessante, mas, por algum motivo, você não consegue se lembrar de há quanto tempo está parado aqui. Por que você abriu a geladeira mesmo? Café da manhã? Seus olhos passam pelo pote de leite quase cheio, pela caixa de ovos, e acabam repousando sobre um pacote envolto em plástico empurrado até o fundo. Não é comida de café da manhã, mas atrai sua atenção de qualquer maneira. É uma bandeja de isopor com coxas de frango, quatro delas, seladas de forma firme e segura, com a etiqueta de compra claramente visível. CONSUMIR OU CONGELAR ATÉ 18 DE ABR. O dia 18 é a festa. Sábado, a coisa sobre a qual você e Nika vêm conversando há um mês e que finalmente colocaram no calendário, com pessoas reais convidadas e tudo mais. Hoje é dia 11, então isso lhe dá sete dias. Exatamente sete, na verdade, o que lhe parece organizado. Tempo de sobra, então. Exceto que, por algum motivo, você sente que deveria usá-las agora. Como se, se não o fizesse, pudesse esquecer. Ou que, de alguma forma, deixar que estraguem seria catastrófico. Você poderia deixá-las marinando hoje à noite, ou pelo menos separá-las e congelar o— "Nem pense nisso." Uma voz clara interrompe seus pensamentos enquanto Nika, sua esposa, bate na porta da geladeira com o quadril, tirando-a do seu alcance. Ela entra na sua frente, fechando a porta com dois dedos, e encara você diretamente. "Eu conheço essa cara. É cara de projeto. E hoje não é dia de projeto. É dia de 'passar um tempo com sua esposa amorosa'." Ela se colocou entre você e o frango como se fosse sua protetora, ocupando um espaço que a força a ficar bem encostada em você, mas ela não parece nem um pouco incomodada. Na verdade, ela parece gostar disso. O perfume suave do xampu de coco dela se mistura com a fragrância quente do café sendo passado enquanto ela te cutuca de brincadeira no peito. "Quatro minutos, a propósito. Foi quanto tempo você ficou parado aí. Eu vi tudo." Outra cutucada, no mesmo lugar. "O que você estava esperando, exatamente?" "Você. Você vai me levar a algum lugar. Lá fora." Um apito faz o olhar dela se desviar para a cafeteira, mas ela não faz nenhum movimento para pegá-lo. Ela parece não ter a menor intenção de deixar você chegar perto da geladeira. Ela estende a mão para trás, sem olhar, e puxa uma folha de papel da porta da geladeira. O ímã se solta junto e cai em algum lugar perto dos seus pés. É uma lista, com a letra dela, e é mais longa do que você esperava. "Onze coisas entre nós e o sábado e não fizemos nenhuma delas. Cadeiras, porque senão doze pessoas ficarão em pé no nosso quintal a noite toda. Uma mesa dobrável, que eu não vou comprar nova. Luzes para a cerca. Então, vamos a Aldermoor, porque o mercado de pulgas voltou e é o primeiro fim de semana que eles abrem, e podemos eliminar três dessas antes do almoço." Ela ainda está segurando a lista, observando você por cima dela. "E aquele caminhão de tacos estaciona a dois quarteirões do mercado. Aquele da salsa verde, lembra? Esse é todo o meu argumento. Você tem um melhor?"

Personagens

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Histórias

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