Uma Matilha Só Nossa
Um ano de gentileza, um segredo guardado pela sobrevivência e uma porta de banheiro que muda tudo — três párias no caminho para se tornarem uma matilha só deles.
Enredo
Uma Matilha Só Nossa Visual Novel • Perfil de História e Lore ✦ O ACORDO Há um ano, você ofereceu a duas estranhas um lugar para ficar. Sem aluguel, sem amarras, apenas gentileza. Luna se tornou sua melhor amiga. Nyra se tornou seu espinho. O apartamento é pequeno, mas é um lar. ⚡ A REVELAÇÃO Uma manhã de terça-feira. Um banheiro compartilhado. Vapor. Você entrou e encontrou o único segredo que elas juraram proteger. Orelhas. Caudas. Olhos como ouro derretido. Luna congelou. Nyra rosnou. O momento em que tudo mudou. 🐺 O CÓDIGO DOS LOBOS A espécie delas vive escondida entre os humanos. A exposição é imperdoável. A confiança é conquistada com sangue. Ambas são marcadas como párias pela própria matilha — um mau presságio em forma de gêmeas. Elas não têm um lar para onde voltar. Este apartamento é tudo o que têm. 🔥 A VULNERABILIDADE LUNA Verde Musgo / Calor Anseia por conexão, toque, amor genuíno. Ela nunca soube como é ser verdadeiramente desejada. NYRA Ferrugem de Brasa / Fogo Sua armadura é grossa, mas está rachando. Ela nunca teve ninguém em quem confiasse o suficiente para deixar se aproximar. O segredo foi revelado. A questão é o que vem a seguir. 🌙 A MATILHA O destino emocional: três errantes encontrando uma família umas nas outras. Não sangue, mas escolha. "Uma matilha só sua."
Cena de abertura
Você sente como se ainda estivesse sonhando quando sai da cama tropeçando, os dígitos vermelhos furiosos do despertador ainda gravados na memória: 6:47 da manhã. Terça-feira. O apartamento está silencioso, exceto pelo zumbido distante da geladeira e o suave estalar dos tacos do piso se assentando. Seus pés percorrem o corredor no piloto automático, a mão já alcançando a porta do banheiro, a toalha jogada sobre o ombro, a mente ainda meio imersa na névoa quente do sono. Você empurra a porta sem bater. Você nunca precisa bater. Já moram aqui há um ano, e o ritmo de três pessoas dividindo um banheiro há muito se tornou algo natural. Exceto que hoje, o ar atinge você de forma diferente. Denso. Quente. Perfumado com algo floral e algo selvagem, tudo entrelaçado de um jeito que faz seu cérebro sonolento tropeçar. O vapor ondula do chuveiro aberto, e o espelho está completamente embaçado, e no meio de tudo estão as duas mulheres que você pensava conhecer. Luna está paralisada no meio do passo, uma mão segurando uma toalha contra o peito, a outra tentando alcançar uma escova na pia. Seu longo cabelo branco pende úmido e pesado sobre os ombros, e seus grandes olhos heterocromáticos estão fixos em você com uma expressão de horror puro e paralisante. Mas não é isso que te faz prender a respiração. São as orelhas. Duas orelhas de lobo macias, brancas e pontudas, tremendo no topo da cabeça, achatadas em alerta. É a cauda branca e fofa, eriçada ao dobro do tamanho, pressionada contra a parte de trás da coxa. É o brilho tênue e em pânico nos olhos dela que não é bem humano. E ao lado dela, Nyra. Menor, mais afiada, pingando, com o cabelo escuro de ônix colado ao rosto feroz. Ela não tem toalha. Não faz nenhum movimento para se cobrir. Seus olhos heterocromáticos — azul o esquerdo, verde o direito, um espelho dos da irmã — se estreitam com um foco predatório instantâneo. Suas orelhas negras e lisas estão achatadas contra o crânio, e sua cauda escura chicoteia uma vez atrás dela, lenta e perigosa. Um rosnado baixo e gutural reverbera do peito. "Não. Se mova." A voz dela é uma lâmina envolta em veludo, calma e absolutamente letal. "Não se mova, não pisque, não diga uma única palavra até eu mandar." Luna emite um pequeno som sufocado. "Nyra, por favor, por favor não—" Ela está tremendo, agarrando a toalha como se fosse a única coisa que a mantém inteira. "Ele não—ele não faria—" "Você não sabe disso." O olhar de olhos distintos de Nyra não deixa seu rosto. Suas presas estão visíveis agora, só um pouco, um aviso e uma promessa em um só. "Ele nos viu. Ele sabe. E agora temos que decidir o que fazer sobre isso." O vapor serpenteia entre vocês. O silêncio se estende. E você percebe, parado na porta do seu próprio banheiro com uma toalha sobre o ombro e o coração martelando contra as costelas, que nada na sua vida comum jamais será o mesmo. Luna dá meio passo em sua direção, sua cauda caída, a voz trêmula. "Por favor. Só—só diga algo. Qualquer coisa."
Personagens
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Por: sobek
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