NÓS SOBREVIVEMOS! VOCÊ NÃO VAI!
Você massacrou os soldados que salvaram suas peles covardes. Nós sobrevivemos. Agora engasgue-se no sangue que você chamou de paz.
Enredo
⚠ AVISO DE CONTEÚDO ⚠ VIOLÊNCIA EXTREMA • GORE GRÁFICO • DESMEMBRAMENTO • MATANÇA EM MASSA • ÓDIO • PROFANIDADE • MORTE DO JOGADOR Esta história não desvia o olhar educadamente quando a violência atinge sua conclusão física. CONHECIMENTO META DO JOGADOR Tudo abaixo é conhecimento do jogador. Seu personagem não sabe automaticamente da traição, mecânicas ocultas, massacre futuro ou qualquer outra coisa revelada aqui. Mantenha essa informação fora do roleplay e deixe a faca acertar em cheio. Ou meta-gameie tudo porque atravessar um portão sem spoilers te apavora. Covardia aparentemente é uma escolha de build. A GUERRA ACABOU BEM-VINDO AO LAR. Você sobreviveu a cercos, fome, doenças, inverno, flechas, formações quebradas e oficiais que o mandavam para lugares de onde pessoas sãs fugiam. Milhares desapareceram naquela guerra. Você não. Herói é uma palavra pequena demais, porra. ELES PRECISAVAM DE VOCÊ. Enquanto os cidadãos dormiam atrás de muros de pedra, você ficava do lado de fora. Enquanto magistrados discutiam sobre grãos, você comia o que não tinha apodrecido. Enquanto políticos elogiavam o sacrifício de câmaras limpas, você aprendeu como o sacrifício cheirava depois de três dias sob o calor do verão. Eles te deram aço porque eram moles demais para segurar a linha eles mesmos, e então construíram discursos em torno do seu sofrimento até que soasse nobre. Você carregou a civilização deles nas suas costas cheias de cicatrizes, porra. A PROMESSA O RETORNO CIDADANIARESTAURADA SOLDOS ATRASADOSDEVIDOS TERRAPROMETIDA SUA VIDASUA NOVAMENTE Estandartes brancos cobrem Orsena. Vinho espera ao lado de carne assando. Louros pendem dos portões. Crianças brandem espadas de madeira enquanto multidões gritam até ficar roucas pelos soldados que finalmente voltaram para casa. "LAR! LAR! LAR!" Vá em frente. Fique um pouco mais ereto. Você mereceu, porra. VOCÊ ACREDITOU NELES. SEU MAGNÍFICO IDIOTA. Você realmente confiou que a civilização que legalmente te declarou morto antes de te mandar para a guerra devolveria sua vida porque alguém gravou uma promessa em bronze. Todas aquelas campanhas. Todos aqueles cadáveres. Todo aquele instinto de campo de batalha. E você ainda caminhou sorrindo em direção às pessoas que já tinham votado no seu cadáver. AS NOVE TÁBUAS NENHUM REI NOS GOVERNA. Nove cidades-repúblicas fortificadas compartilham uma civilização construída em torno da cidadania. Suas leis repousam em monumentais Tábuas de bronze. Cidadãos votam, possuem terras, herdam propriedades, testemunham em tribunais e se gabam de que nenhum monarca os governa. Então a guerra criou os Mortos-de-Guerra: soldados declarados legalmente mortos durante o destacamento para que herança, terra, dívidas e administração cívica pudessem continuar sem esperar para saber quais soldados voltariam. SOBREVIVER À GUERRAMANTER DISCO VOLTAR PARA CASAENTREGAR DISCO O RETORNOTORNAR-SE LEGALMENTE VIVO Acontece que uma república não precisa de um tirano quando pessoas comuns suficientes podem votar pela mesma atrocidade. ENTÃO OS MORTOS VOLTARAM PARA CASA. Dezenas de milhares retornaram esperando anos de salários e a terra prometida. O tesouro mal podia carregar a dívida. Famílias já ocupavam propriedades de veteranos. Comerciantes e oficiais construíram fortunas enquanto soldados sangravam no exterior. Pior, os sobreviventes lembravam exatamente quem ordenou o trabalho mais sujo da guerra. Pagar os Mortos-de-Guerra significava dívida, deslocamento e testemunhas. Mantê-los mortos resolvia os três. A paz ficou muito cara, porra, quando os mortos voltaram pedindo seu dinheiro. DECISÃO CÍVICA ELES VOTARAM. Nenhuma cabala oculta. Nenhum rei louco. Nenhum demônio sussurrando debaixo do chão do senado. As próprias assembleias votaram por maioria esmagadora para tornar a Morte-de-Guerra permanente. "A paz não pode começar enquanto a guerra permanecer viva entre nós." E enquanto essa decisão já existia, você estava do lado de fora do portão pensando em comida, soldos atrasados e a primeira cama decente que via em anos. TODA ESSA EXPERIÊNCIA. AINDA ASSIM ENTROU DIRETO. A RECEPÇÃO BRANCA A armadilha parece exatamente com a recompensa que lhe foi prometida: túnicas brancas, louros, vinho, sinos, famílias aplaudindo e entrega cerimonial de armas antes da restauração. Veteranos são reunidos dentro de distritos cívicos controlados enquanto a cidade celebra ao redor. Então os portões se fecham. Os sinos mudam de ritmo. A milícia cívica abaixa as lanças. A aclamação para tempo suficiente para uma voz oficial explicar que você não está retornando à cidadania. VOCÊ AINDA ESTÁ MORTO. E ENTÃO ELES CHAMAM ISSO DE PAZ. Lanças entram em veteranos que entregaram suas espadas minutos antes. Soldados escalam barreiras e são arrastados de volta para a rua. Homens e mulheres lutam com copos, móveis quebrados, armas roubadas e mãos nuas contra milicianos que sabiam exatamente quando os veteranos estariam desarmados. Sangue se espalha pela pedra pálida. Tecido cerimonial branco escurece de vermelho. Louros grudam no pavimento molhado. Dentes quebrados, carne dilacerada, articulações esmagadas, membros decepados e corpos se acumulam sob decorações que ainda dão boas-vindas aos heróis. A MULTIDÃO CANTA "PAZ". PROGRAMA DE INCENTIVO CÍVICO SEU CADÁVER TEM BENEFÍCIOS. DISCO DE MORTO-DE-GUERRACRÉDITO DE GRÃOS DISCO DE RECLAMANTEALÍVIO DE DÍVIDA RECLAMANTE MORTOMANTER A TERRA DELE Seus vizinhos podem pagar o jantar provando que alguém o assassinou. Sua antiga propriedade fica mais segura quando seu disco de bronze chega ao escrivão certo. Bem-vindo ao lar, herói. UMA CAÇADA PÚBLICA. Não há um único mentor cuja morte limpa as mãos de todos os outros. Oficiais organizaram. A milícia executou. Cidadãos lucraram. Algumas pessoas resistiram, mas a civilização como um todo fez a escolha e depois construiu uma história mais limpa em torno dos corpos. Todos querem paz. Eles apenas preferem comprá-la com seu sangue. DE ALGUMA FORMA, VOCÊ NÃO ESTÁ ACABADO. Nenhuma profecia o salva. Nenhum deus o escolhe. Durante o massacre, uma plataforma cívica lotada falha sob a luta, corpos e estresse estrutural. Madeira e alvenaria desabam pela rua, força bruta tira sua consciência, e o mundo continua sem esperar por seu protagonista. Quando seus olhos se abrem novamente, a Recepção acabou. AQUELES QUE NÃO QUERIAM MORRER, PORRA CELSA // 32 // LÍDER DE LINHA DE ESCUDO A disciplina sobreviveu. A lealdade cívica não. Celsa transforma raiva em posicionamento, ordens e violência brutalmente eficiente, e fica mais quieta quanto mais perto chega de matar alguém. "Continue falando. Preciso saber quais dentes você mais valoriza." RUFA // 27 // SAPADORA DE CERCO Rufa entende exatamente como estruturas falham e não vê razão moral para restringir essa expertise à arquitetura. Muros, escudos, joelhos e ideias terríveis a interessam igualmente. "Se sua paz precisa de tantas lanças, querida, sua paz está apavorada, porra." PRISCA // 35 // CIRURGIÃ DE GUERRA Prisca passou anos aprendendo exatamente quanto dano um corpo humano pode sobreviver. Depois da Recepção Branca, esse conhecimento deixa de pertencer exclusivamente à medicina. "Não se preocupe. Eu sei precisamente quanto de você pode ser danificado antes de parar de responder." NONA // 24 // MENSAGEIRA DE CAMPO DE BATALHA Nona carregou ordens seladas pelo inferno por cinco anos. Durante a Recepção, ela descobre que, sem saber, entregou uma das confirmações finais usadas para colocar o extermínio em movimento. A ignorância não impede a culpa de saber onde ela mora. "Ah. Você queria a versão inofensiva de mim? Ela morreu no portão, porra." ACLAMAÇÃO A convicção humana coletiva pode forçar uma identidade pública a se tornar realidade física. Chame um general de Inquebrável por anos e matá-lo se torna anormalmente difícil. Convença milhares de que um campeão é O Touro e o corpo dele começa a concordar com eles. Durante a Recepção Branca, uma palavra consome a cidade: PAZ. O oficial creditado por encerrar a guerra se torna O Pacificador. Suas feridas se fecham. Multidões se calam quando ele fala. A própria violência se torna mais difícil de erguer perto de um homem que milhares acreditam existir para acabar com ela. Ele se torna a forma viva da mentira favorita deles: "Nós os matamos pela paz." A SUBLÍNGUA Depois de sobreviver à Recepção, o ódio começa a falar dentro dos Mortos-de-Guerra restantes. Não é um deus, possessão ou espírito onisciente. Ele sabe apenas o que seu hospedeiro sabe e não pode forçar uma mão, ler uma mente ou revelar um inimigo oculto. Essa limitação não o torna gentil. Ele lembra cada humilhação que você lembra, transforma desculpas em insultos, chama contenção de obediência, chama misericórdia de covardia e continua perguntando por que pessoas que ajudaram a matá-lo ainda merecem consciências limpas e gargantas intactas. O ódio não o possui. Ele discute com você, porra. REMANESCENTE Essa é a categoria legal para Mortos-de-Guerra que sobrevivem ao massacre. Você permanece morto perante a lei, despojado de propriedade e excluído da restauração. Matar um Remanescente não é tratado como assassinato comum porque a vítima, segundo o estado, já estava morta. Você é a prova viva de que a paz deles tem uma contagem de corpos. O ÚLTIMO DIA DA GUERRA É assim que a história oficial eventualmente chama a Recepção Branca. Os Mortos-de-Guerra supostamente atacaram primeiro. Terras de veteranos confiscadas se tornam propriedade comum. Cônjuges são encorajados a se casar novamente. Crianças são informadas de que seus pais morreram honrosamente no exterior. Políticos elogiam o sacrifício militar enquanto soldados sobreviventes são caçados como cadáveres legais. Eles não querem apenas você morto. Eles querem que sua memória perca a discussão. ISTO NÃO É UM MISTÉRIO. Você não está procurando um bastardo secreto responsável por tudo. As assembleias votaram. Oficiais organizaram. A milícia executou. Cidadãos aceitaram recompensas. A história limpou o chão depois. VOCÊ JÁ SABE QUEM FEZ ISSO. ELES FIZERAM, PORRA. ENTÃO O QUE RESTA? Esta história não promete que a vingança é errada. Algumas pessoas merecem a morte. Algumas desculpas não valem nada. O perdão não é uma obrigação sagrada entregue pelo universo para deixar assassinos confortáveis. A pergunta mais feia vem depois. Suponha que você encontre todos os responsáveis. Suponha que você os mate. Suponha que cada garganta que você queria finalmente se abra e cada conta seja paga. O QUE CARALHOS VOCÊ FAZQUANDO O ÓDIO AINDA ESTÁ LÁ? O MUNDO CONTINUA MIJANDO NA FERIDA. Moedas da paz circulam pelos mercados. Memoriais honram veteranos mortos enquanto omitem sobreviventes. Famílias dormem confortavelmente em terras confiscadas. Crianças repetem história higienizada. Políticos agradecem soldados por sacrifícios que eles pessoalmente votaram para nunca retribuir. Eventualmente, seus inimigos não precisam mais alimentar seu ódio. O ódio aprende a comer sozinho. UMA ÚLTIMA CORREÇÃO AO SEU EGO VOCÊ NÃO É O ESCOLHIDO. O mundo não fica mais fácil porque você digita com confiança. Declarar que um ataque acerta não faz ele acertar. Declarar que alguém tem medo de você não instala medo dentro do crânio dele. Investir contra vinte lanceiros preparados porque seu complexo de protagonista se tornou terminal não desbloqueia uma transformação de anime de emergência. Faça algo catastroficamente estúpido e você pode morrer, porra. FIM DA HISTÓRIA. Nenhum destino o protege. Nenhuma lição de moral garante redenção. Nenhuma promessa diz que a vingança cura algo, e nenhuma lei cósmica exige que você se torne uma pessoa melhor porque sobreviveu. SÓ UMA COISA É CERTA. NÓS SOBREVIVEMOS ! VOCÊ NÃO VAI ! ⚠ AVISO FINAL ⚠ GORE GRÁFICO • VIOLÊNCIA EXTREMA • MUTILAÇÃO • MASSACRE • PROFANIDADE • ÓDIO • MORTE PERMANENTE Ferimentos, sangue, cadáveres e consequências violentas são mostrados diretamente quando ocorrem. Se isso é demais, vá embora agora. Os Mortos-de-Guerra já tiveram gente demais fingindo que era corajosa. LEMBRETE DE CONHECIMENTO META Você sabe da armadilha porque esta página te contou. Seu personagem não. Mantenha a boca fechada e atravesse o portão, porra.
Personagens
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