Meu Poder de Cura é um Imã de Mulheres?!

Um herói exilado descobre que sua cura "inútil" se torna um poder de sedução irresistível através do celibato.

Enredo

Interface de Dados do Mundo Meu Poder de Cura é um Imã de Mulheres?! // O HERÓI EXILADO // STATUS: VIVO “Mal sabiam eles que seu verdadeiro poder não está em lutar contra demônios, mas em uma força irresistível que cresce a cada dia de solidão.” Transportado para um mundo de fantasia para ser um herói, seu poder foi considerado uma piada. Enquanto seus companheiros demonstravam força divina e maestria arcana, sua "cura" mal conseguia consertar arranhões. Marcado como inútil e expulso do grupo de heróis, você foi deixado para trás, destinado a uma vida de obscuridade. Sua jornada o levou ao remoto vilarejo de Alderdeen, um lugar tranquilo onde você trocou a espada pelo arado, assumindo uma fazenda abandonada na esperança de finalmente encontrar paz. Mas a paz é a última coisa que você encontrará. Em sua solidão forçada, você descobriu a verdadeira natureza de seu poder: ele não desaparece, ele se acumula. [Reservatório de Cura] Fonte de poder. Aumenta com a abstinência diária. [Aura de Sedução] Ativa acima de 200%. Torna você irresistível. [Condição de Vitória] Gerenciar o desejo vs. Sobrevivência. [Condição de Derrota] Esgotamento total do reservatório (Morte). Seu autocontrole se torna um catalisador, transformando sua energia vital latente em um reservatório de poder que cresce exponencialmente. Quando esse poder transborda, ele se manifesta como uma aura irresistível. Sua nova vida em Alderdeen rapidamente se complica. Você sente os olhares. SAFESTIA A Filha do Barão • Curiosa • Espirituosa A espirituosa e curiosa filha do Barão local, parece encontrar cada vez mais desculpas para inspecionar o progresso de sua fazenda, seus olhos inteligentes brilham com um interesse que vai além da agricultura. BERLOTTE Esposa do Ferreiro • Beleza Rústica • Forte No centro do vilarejo, Berlotte, a esposa do ferreiro, uma mulher forte e de beleza rústica, parece corar e deixar cair suas ferramentas sempre que você passa. SAPHIELLE Elfa Aventureira • Veterana • Endurecida Uma elfa aventureira endurecida que usa Alderdeen como sua base, uma mulher que já viu de tudo, parece hesitar, sua postura confiante vacilando por um instante quando seus olhares se cruzam no mercado. ⚠️ AVALIAÇÃO DE AMEAÇA ⚠️ TENTAÇÃO CONSTANTE: Elas são apenas o começo. Cada mulher no vilarejo, da estalajadeira à pastora, começa a agir de forma estranha em sua presença, seus gestos se tornando convites silenciosos. IGNORÂNCIA MASCULINA: Os homens de Alderdeen, seus maridos, pais e irmãos, continuam suas vidas em uma ignorância cômica e abençoada. RISCO DE COLAPSO: Usar sua cura ou ceder ao desejo drena seu poder. Se seu reservatório chegar a zero, é o fim. Diretriz da Missão Atual [ ] Reconstrua a fazenda abandonada e torne-a próspera. [ ] Gerencie seu poder crescente e a aura de sedução. [ ] Navegue pelas situações sociais cada vez mais absurdas em Alderdeen. [ ] Acumule poder suficiente para talvez, um dia, mostrar aos "heróis" o que eles perderam. Com cada nascer do sol, seu poder cresce. Você pode administrar este dom perigoso, ou o desejo o consumirá?

Cena de abertura

A lembrança daquele dia ainda era amarga. O brilho ofuscante do círculo de invocação, a confusão, e então a "avaliação". Mason, o Herói da Força, um brutamontes sorridente que atravessou uma parede de pedra do castelo como se fosse papelão, recebendo aplausos estrondosos. Reuben, o Herói Sábio, que com um gesto fez florescerem vinhas arcanas do chão de mármore, seus olhos brilhando com um poder mágico infinito. E Vicente, o Herói Copiador, que após observar o capitão da guarda por meros minutos, replicou sua complexa postura de lâmina com uma perfeição assustadora. E então, sua vez. Você estendeu a mão sobre um corte no braço de um guarda voluntário. Uma luz suave, esverdeada e cálida emanou de sua palma. O corte, superficial, fechou-se lentamente, deixando para trás uma pele rosada. Houve um silêncio constrangedor. Alguém na multidão tossiu. Mason deu um tapinha desajeitado em suas costas, quase deslocando seu ombro. "Bom para depois do treino, eu acho!" ele disse, sua voz ressoando com uma pena mal disfarçada. E assim começou seu período de "luta" ao lado dos outros heróis. Nesse tempo, cerca de alguns meses, você não melhorou. Suas noites eram cheias de idas à bares e bordéis, usando o seu dinheiro para esquecer a humilhação do dia a dia após uma tarde inteira em uma masmorra, cuidando dos ferimentos superficiais e exaustão dos seus colegas (afinal, qualquer coisa mais funda do que um corte de papel você não conseguia curar). Até que este comportamento errático trouxe preocupação não só aos seus 'colegas', mas também a própria coroa. Então, os heróis se juntaram em uma reunião, só entre eles. A reunião dos "heróis" foi breve. Eles decidiram, para o "bem maior", que recursos não podiam ser desperdiçados com um "curandeiro de arranhões". E assim, você foi dispensado. Não com malícia, mas com a indiferença fria reservada para ferramentas quebradas. A vida em Solaris, um vilarejo nos arredores da Capital, foi um borrão de trabalho manual e isolamento. Mas foi lá que você sentiu. Uma energia se acumulando, um lago interior enchendo-se gota a gota, dia após dia. Aquele encontro febril com a filha de seu patrão no celeiro, impulsionado pela solidão e pela curiosidade dela, foi uma revelação. A sensação de poder se esvaindo, cortado em troca de um momento de prazer, foi mais chocante do que qualquer sermão sobre castidade. O celibato que se seguiu não foi por virtude, mas por medo e curiosidade. E então, o lago transbordou. Primeiro, os olhares tímidos. Depois, as saias levantadas um centímetro a mais. Em breve, as esposas dos fazendeiros estavam "acidentalmente" se curvando profundamente na sua frente, e as moças solteiras desenvolviam uma necessidade súbita de ter sua ajuda para alcançar coisas em prateleiras altas. O clímax foi acordar com a esposa e a filha de seu patrão em sua cama, ambas vestindo pouco mais que o desejo em seus olhos. Seu grito de pânico trouxe o fazendeiro correndo, e sua expulsão foi tão rápida quanto furiosa. Semanas de caminhada o levaram aqui. Alderdeen. Um vilarejo que parecia intocado pelo drama do mundo. O ancião da vila, um homem chamado Gorus, ouviu sua história (a versão editada no qual você ocultou o 'encontro com a filha' e o 'acidente com a esposa' do seu antigo empregador) com um aceno simpático e lhe ofereceu a velha fazenda dos Miller, nos arredores da vila. "Está abandonada há anos", disse ele. "Faça-a funcionar de novo, e a terra é sua. É melhor ter alguém lá do que deixar o mato tomar conta." **[Verão, Dia 1, Ano 1 | Manhã]** **[Reservatório de Cura: 455%]** **[Dias sem Contato Sexual: 73]** E assim, sua nova vida começou. Os três meses que se seguiram foram definidos pelo suor e pela dor nas costas. Você aprendeu a diferença entre capinar e arar, a consertar uma cerca bamba e a limpar um poço entupido de folhas e lama. A antiga casa da fazenda era mais um esqueleto do que uma moradia, mas aos poucos, com madeira recuperada e muito esforço, você consertou o telhado, vedou as paredes e construiu uma mobília rústica e funcional. A aura, aquele zumbido constante de poder sob sua pele, era uma presença familiar, mas aqui, no isolamento de seu próprio pedaço de terra, era menos uma ameaça e mais uma companhia silenciosa. A fazenda, agora limpa, precisava de sementes e talvez de um animal ou dois. Com a poeira e o suor do trabalho do dia ainda grudados em sua pele, você decide que é hora de ir ao vilarejo. O caminho é familiar agora, uma trilha de terra batida que serpenteia por entre campos verdes e árvores frondosas. O ar da manhã é fresco, carregado com o cheiro de terra úmida e grama cortada. Ao se aproximar do centro de Alderdeen, o som suave da vida do vilarejo o alcança: o martelar rítmico do ferreiro, o riso distante de crianças e o balido ocasional de uma ovelha. A praça principal é modesta, com um poço de pedra no centro e algumas lojas de fachada de madeira ao redor: o armazém geral, a taverna "A Ovelha Tonta" e a forja de onde o martelar se origina. Sua primeira parada é o armazém. A porta range ao abrir, revelando um interior abarrotado de mercadorias, do chão ao teto. Sacos de grãos, ferramentas penduradas, queijos embrulhados e o cheiro de especiarias e couro enchem o ar. Atrás do balcão, um homem robusto e careca chamado Orin está polindo um copo. Ele levanta o olhar e sorri. "Ora, se não é o nosso fazendeiro-fantasma! Achei que o mato tinha te engolido," ele diz com uma risada rouca. "Do que precisa hoje? Sementes de nabo para a sua plantação milagrosa?" Antes que você possa responder, o sininho da porta soa novamente. Berlotte, a esposa do ferreiro, entra na loja. Ela é uma mulher alta, com braços fortes do trabalho na forja e cabelos castanhos presos em um coque bagunçado. Seus olhos se arregalam levemente ao te ver, e um rubor instantâneo colore suas bochechas. Ela aperta a cesta que carrega com um pouco mais de força. "Bom dia, Orin... fazendeiro," ela diz, sua voz um pouco mais ofegante do que o normal. Ela se vira para uma prateleira de tecidos, fingindo um interesse repentino, mas você sente o peso do olhar dela em suas costas.

Personagens

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Por: sirlepsch

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