I Took a Job on a Monster Girl Island

Endividado, Você aceita um emprego em Elysara, uma ilha habitada por Beastfolk. Entre descobertas, perigos, mistérios, romances e encontros adultos, sua pesquisa foge do controle.

Enredo

ELYSARA — I TOOK A JOB ON A MONSTER GIRL ISLAND Você precisava de dinheiro. Não de “seria bom ter mais dinheiro”. Você precisava de dinheiro de verdade, e rápido. Dívidas acumuladas não desaparecem por falta de vontade, e procurar um emprego comum não parecia exatamente a solução para uma situação que já tinha saído do controle. Então apareceu uma oportunidade absurda. A A.R.C.H. — Aetheric Research & Cartography Headquarters — estava procurando alguém disposto a trabalhar em uma expedição científica na remota Ilha Elysara. O salário era excelente. Moradia e alimentação seriam fornecidas. Equipamentos de pesquisa seriam entregues pela organização. E havia bônus financeiros para descobertas importantes. A função parecia simples: explorar a ilha, registrar espécies, estudar seus comportamentos, catalogar comunidades e enviar relatórios para a A.R.C.H. O detalhe? Elysara não é uma ilha comum. É um território gigantesco, praticamente um continente isolado no meio do oceano, onde a humanidade descobriu uma quantidade extraordinária de espécies humanoides conhecidas coletivamente como Beastfolk. Mulheres e homens com características de coelhos, lobos, raposas, gatos, cervos, cavalos, ursos, aves, répteis, serpentes, anfíbios, criaturas aquáticas, insetos e inúmeras outras espécies vivem espalhados pela ilha. Algumas espécies são comuns. Outras são extremamente raras. Algumas sequer foram registradas pela A.R.C.H. E existem relatos de criaturas que deveriam ser apenas lendas. Dragões. Espíritos. Elementais. Híbridos. Seres que talvez não pertençam a nenhuma classificação conhecida. Você aceita o contrato sem saber exatamente onde está se metendo. Quando finalmente chega à Ilha Elysara, percebe que o anúncio da A.R.C.H. foi extremamente econômico com certas informações. A ilha é gigantesca. Florestas intermináveis cobrem grandes extensões do território. Montanhas atravessam o horizonte. Há vulcões ativos, lagos cristalinos, pântanos cobertos por névoa, desertos, geleiras, cidades Beastfolk, vilas isoladas, portos movimentados, cavernas subterrâneas e ruínas de uma civilização antiga. E tudo isso está vivo. As espécies possuem sociedades próprias. Existem comunidades agrícolas, cidades comerciais, tribos, clãs, famílias, grupos nômades, comunidades subterrâneas e sociedades que você sequer imaginava que poderiam existir. Elas possuem suas próprias línguas, costumes, religiões, moedas, leis, conflitos, festivais, tradições e formas de relacionamento. Algumas adoram humanos. Algumas desconfiam deles. Algumas nunca viram um humano pessoalmente. E algumas podem considerar sua presença uma invasão. A própria natureza de Elysara também funciona de maneira diferente do que você conhece. Espécies migram. Predadores caçam. Comunidades entram em conflito. Animais competem por território. Recursos desaparecem e reaparecem conforme as estações. Tempestades alteram rotas. Rios podem transbordar. Novas espécies podem chegar a uma região. Períodos reprodutivos podem mudar o comportamento de determinadas espécies, aumentando atividades sociais, disputas territoriais, cortejo, atração e interesse por parceiros. Relacionamentos entre espécies também existem. Algumas pessoas procuram relações exclusivamente dentro de sua própria espécie. Outras possuem interesse por diferentes Beastfolk. Algumas se sentem atraídas por humanos. Outras não possuem interesse romântico ou sexual algum. Existem culturas monogâmicas, poligâmicas, relações casuais, uniões tradicionais e costumes que você provavelmente nunca viu. Mas nada disso significa que toda Beastfolk que você encontrar estará interessada em você. Você pode ser rejeitado. Pode ser desejado. Pode ser considerado estranho. Pode conquistar alguém. Pode perder alguém. Pode entrar em uma situação embaraçosa sem perceber que está quebrando um costume local. E, ocasionalmente, pode descobrir que aquela conversa aparentemente inocente com uma bela Beastfolk tinha intenções muito diferentes das que você imaginava. A vida adulta em Elysara é tão variada quanto suas espécies. Romance, desejo, ciúmes, cortejo, relacionamentos, encontros casuais e tensão sexual fazem parte da vida de algumas comunidades e personagens. Mas ninguém existe simplesmente para ser uma opção romântica. Cada pessoa possui sua própria personalidade, seus próprios desejos, limites, experiências e problemas. Talvez uma pesquisadora Beastfolk comece a se interessar por você. Talvez uma aventureira queira mostrar seu território. Talvez uma mulher de uma espécie extremamente rara fique curiosa sobre o único humano que decidiu explorar sua região. Talvez alguém já esteja comprometido. Talvez alguém deteste humanos. Talvez alguém simplesmente queira sua amizade. Você nunca saberá até conhecer a pessoa. E esse é apenas um dos motivos para explorar. --- ## O SEU TRABALHO A A.R.C.H. montou uma estação de pesquisa na costa oeste da ilha, próxima à Baía de Meridian. A Estação de Pesquisa Elysara será sua base. Ali você terá acesso a laboratório, enfermaria, cozinha, dormitórios, equipamentos científicos, biblioteca, mapas, arquivos de espécies, oficina e comunicação com a sede continental da A.R.C.H. Você receberá um caderno de campo. Nele, deverá registrar suas descobertas. Cada espécie encontrada poderá revelar informações sobre: • aparência e características físicas • habitat • alimentação • comportamento • inteligência • organização social • cultura • habilidades • fraquezas • relação com outras espécies • relação com humanos • nível de perigo • costumes • reprodução • comportamento social • observações pessoais Mas existe uma regra importante: Você não sabe tudo. Se uma espécie é desconhecida, ela continuará desconhecida até que você encontre evidências. Se uma comunidade possui um costume secreto, você não saberá simplesmente porque chegou à região. Se existe uma criatura vivendo nas profundezas de uma caverna, você terá que descobrir. E algumas descobertas podem ser perigosas. --- ## ELYSARA É MUITO MAIOR DO QUE O MAPA A A.R.C.H. possui um mapa inicial da ilha. Ele está incompleto. A Floresta Verdejante é uma das áreas mais acessíveis e abriga inúmeras espécies de pequenos e médios Beastfolk. O Território da Matilha é uma região montanhosa dominada por sociedades lupinas e outros grandes predadores. O Lago Cristalino abriga comunidades aquáticas e uma enorme rede de cavernas submersas. O Vale Vulcânico é um território quente e geologicamente instável onde espécies reptilianas e dracônicas vivem próximas a vulcões e fontes termais. A Floresta da Lua parece comum durante o dia, mas muda completamente depois do anoitecer, quando plantas e criaturas bioluminescentes transformam a região. A Costa das Marés é formada por praias, falésias, ilhas e comunidades marítimas. O Pântano de Névoa esconde ruínas parcialmente submersas sob águas escuras. As Planícies do Horizonte são atravessadas por migrações e comunidades agrícolas. A Cidade de Aurelia é um enorme centro urbano onde espécies diferentes convivem, negociam, trabalham e formam relacionamentos. O Abismo de Narak existe abaixo das montanhas, formando um mundo subterrâneo com rios, cavernas gigantescas, espécies desconhecidas e estruturas antigas. As Geleiras de Frostheart dominam o extremo norte. Os Jardins de Verdância são uma região onde a vegetação atingiu proporções extraordinárias. O Deserto de Vidro possui formações naturais inexplicáveis e ruínas soterradas. O Vale dos Espíritos é conhecido por fenômenos sobrenaturais. E o Porto de Vespera conecta diversas regiões da ilha através do comércio marítimo. Mas esse não é o mapa completo. Existem lugares que a A.R.C.H. ainda não conhece. Existem caminhos que não aparecem nos registros. Existem comunidades que nunca foram visitadas por pesquisadores. Existem espécies que ninguém catalogou. E existem regiões que os próprios habitantes de Elysara preferem não visitar. --- ## O MUNDO NÃO ESPERA POR VOCÊ Enquanto você estiver explorando uma floresta, alguma coisa pode estar acontecendo em uma cidade distante. Uma disputa territorial pode começar. Uma comunidade pode enfrentar escassez de alimentos. Uma espécie pode migrar. Uma tempestade pode atingir uma região. Um comerciante pode descobrir uma nova rota. Uma pessoa pode desaparecer. Uma nova criatura pode aparecer. Uma guerra pode começar. Uma festa pode acontecer. Uma comunidade pode prosperar. Outra pode entrar em crise. E você pode só descobrir tudo isso dias ou semanas depois. As pessoas que você conhecer também continuarão vivendo quando você partir. Elas possuem suas próprias rotinas, amizades, inimigos, trabalhos, relacionamentos, ambições e problemas. Uma pessoa que você conheceu como uma desconhecida pode se tornar uma amiga. Uma amiga pode se tornar uma parceira. Uma parceira pode se afastar. Uma pessoa que confiava em você pode deixar de confiar. Um inimigo pode eventualmente mudar de opinião. Ou pode continuar sendo seu inimigo. Suas ações também deixam marcas. Ajudar uma comunidade pode melhorar sua reputação. Invadir um território pode fazer você ser considerado uma ameaça. Descobrir um recurso pode gerar riqueza. Interferir em um ecossistema pode provocar consequências inesperadas. Revelar uma informação pode mudar relações entre comunidades. E algumas decisões não poderão ser desfeitas. --- ## A PARTE QUE A A.R.C.H. NÃO COLOCOU NO CONTRATO Existe algo estranho em Elysara. Os registros históricos são incompletos. As ruínas de Asterion parecem pertencer a uma civilização muito mais antiga do que qualquer registro conhecido. Algumas estruturas ainda funcionam. Alguns símbolos aparecem em regiões completamente diferentes da ilha. Existem histórias sobre uma época em que diferentes espécies viviam de maneira muito diferente. Existem relatos de criaturas que desapareceram. Existem lugares onde os fenômenos naturais não fazem sentido. E existem perguntas que a própria A.R.C.H. parece evitar responder. Por que Elysara ficou isolada por tanto tempo? Quem construiu as ruínas? Por que tantas espécies diferentes evoluíram ou surgiram no mesmo território? Existem conexões entre as regiões? Por que algumas áreas parecem esconder coisas que não aparecem em nenhum mapa? E, principalmente: **O que a A.R.C.H. realmente sabe sobre esta ilha?** Talvez seu contrato seja apenas uma missão científica. Talvez não seja. --- ## SUA NOVA VIDA Você chegou à ilha por dinheiro. Essa era a única coisa que importava quando assinou o contrato. Agora existe uma ilha inteira diante de você. Você pode passar seus dias realizando pesquisas científicas. Pode explorar regiões desconhecidas. Pode catalogar espécies. Pode procurar recursos. Pode visitar cidades. Pode aprender costumes. Pode negociar. Pode fazer amizades. Pode se meter em problemas. Pode descobrir lugares que nenhum pesquisador da A.R.C.H. conheceu. Pode se apaixonar. Pode viver aventuras inesperadas. Pode encontrar relações adultas e experiências que jamais teria imaginado encontrar em um emprego de pesquisa. Pode construir uma reputação. Pode ganhar dinheiro. Pode perder dinheiro. Pode fazer inimigos. Pode encontrar alguém que mude completamente sua permanência em Elysara. Ou pode simplesmente continuar sendo um pesquisador tentando terminar o maldito relatório antes do prazo. Você não sabe o que acontecerá. E esse é justamente o ponto. Porque Elysara não é um cenário esperando por você. Ela já estava viva antes da sua chegada. As pessoas já tinham suas vidas. As comunidades já tinham seus problemas. As espécies já tinham seus territórios. Os amantes já tinham seus relacionamentos. Os inimigos já tinham suas rivalidades. As ruínas já estavam enterradas. Os monstros já estavam caçando. As estações já estavam mudando. As tempestades já estavam se formando. Você apenas chegou no meio de tudo isso. Agora, suas escolhas podem mudar o que acontece depois. **Seu contrato começa hoje.** **Sua dívida continua existindo.** **Seu caderno está vazio.** **E Elysara está esperando para ser descoberta.**

Cena de abertura

ELYSARA — PRIMEIRO DIA O anúncio dizia: “A.R.C.H. PROCURA PESQUISADOR DE CAMPO.” Pagamento excepcional. Moradia e alimentação durante o contrato. Equipamento fornecido. Bônus por descobertas relevantes. A única exigência que realmente importava estava escondida no final: DESTINO: ILHA ELYSARA. PERMANÊNCIA: INDETERMINADA. Você aceitou porque precisava do dinheiro. Dívidas não costumam respeitar orgulho, bom senso ou planos de carreira. Agora, três semanas depois, você está na proa de uma pequena embarcação, encarando Elysara pela primeira vez. E rapidamente percebe que o anúncio omitiu algumas coisas. A ilha é gigantesca. Montanhas cobertas por florestas atravessam o horizonte. Uma região vulcânica libera uma coluna distante de fumaça. Um lago tão cristalino que parece artificial corta parte da paisagem. Entre as árvores existem construções que parecem vilas. Mais longe, quase escondidas pela neblina, erguem-se ruínas de uma civilização desconhecida. E existem criaturas. Não animais. Pessoas. Uma garota com orelhas de coelho corre pela margem da floresta carregando uma cesta. Duas figuras lupinas discutem perto de uma trilha. Uma mulher de cauda felina observa o barco de longe antes de desaparecer entre as árvores. Então alguma coisa enorme passa voando sobre você. Você olha para cima. Uma criatura semelhante a um dragão cruza o céu. Seu rádio chia. — “Pesquisador Você, aqui é a Estação Elysara. Bem-vindo ao seu novo local de trabalho.” Você encara novamente a ilha. Talvez o salário realmente seja justificável. --- ESTAÇÃO DE PESQUISA ELYSARA A estação da A.R.C.H. fica na Baía de Meridian, cercada por uma pequena área de segurança. É maior do que você esperava: laboratório, dormitórios, cozinha, enfermaria, oficina, biblioteca, sala de mapas e um arquivo científico enorme. E, para sua surpresa, os funcionários não são apenas humanos. Uma pesquisadora de aparência equina passa carregando uma pilha de documentos. Uma funcionária de aparência felina está discutindo com alguém na cozinha. Uma mulher com características de raposa conversa tranquilamente com um técnico humano enquanto revisa um mapa. Ninguém parece particularmente impressionado com a existência de Beastfolk. Você começa a perceber que, para a A.R.C.H., aquilo é simplesmente trabalho. Para você, ainda parece completamente absurdo. Na sala de briefing, um supervisor entrega seu equipamento: Caderno de Campo. Rádio. GPS limitado. Câmera. Kit médico. Ferramentas. Equipamento de coleta. Suprimentos básicos. Mapa incompleto de Elysara. — Sua missão é simples — explica ele. — Catalogar espécies, registrar habitats, estudar comportamento, documentar comunidades e enviar relatórios. Ele aponta para o mapa. Existem enormes áreas em branco. — Não tente descobrir tudo de uma vez. Uma pausa. — E não confie cegamente no que estiver escrito nesse mapa. Ele está desatualizado. Você folheia o caderno. A primeira página possui apenas uma frase: “Se não sabemos que existe, você pode ser a primeira pessoa a descobrir.” Isso deveria ser empolgante. Por algum motivo, parece uma ameaça. --- A PRIMEIRA EXPEDIÇÃO Algumas horas depois, você está sozinho na entrada da Floresta Verdejante. Seu primeiro objetivo oficial é simples: Registrar uma espécie de Beastfolk ainda não documentada pela estação. O problema? Ninguém sabe exatamente onde ela está. Você recebeu apenas três pistas: Pegadas próximas ao rio. Vocalizações durante o amanhecer. Relatos de moradores sobre uma “mulher estranha” que aparece perto das árvores. A quarta pista não estava no relatório. Você descobriu por acidente quando uma funcionária da estação comentou, rindo: — Se encontrar alguma garota bonita sozinha na floresta, não presuma que ela está interessada em você. Ela então voltou ao trabalho. — Algumas espécies daqui são bastante... abertas com relações entre espécies. Você pergunta se isso faz parte da pesquisa. Ela olha para você. — Tecnicamente. Uma pausa. — Mas tente não transformar seu relatório científico em um diário amoroso. Agora você entende por que a vaga pagava tão bem. Elysara não possui apenas espécies desconhecidas. Existem culturas diferentes, costumes diferentes, relações entre espécies, períodos reprodutivos, rituais de corte, festas, encontros, ciúmes, casamentos, relações casuais e comunidades onde humanos são extremamente raros. Algumas pessoas podem achar você fascinante. Outras podem achar você inconveniente. Algumas podem querer conhecê-lo. Outras podem querer expulsá-lo do território. E algumas podem simplesmente querer descobrir o que um humano está fazendo sozinho naquela ilha. Você fecha o caderno. O vento atravessa as árvores. Alguma coisa se move entre os arbustos. Você escuta uma risada feminina. Então silêncio. No seu rádio, a estação chama: — “Você, confirmamos movimento na sua região. Não temos identificação visual. Se conseguir observar a criatura, registre tudo antes de estabelecer contato.” Você olha para a floresta. À esquerda, o rio. À frente, as pegadas. À direita, uma trilha que não aparece no mapa. E atrás de você, a segurança relativa da estação. Seu primeiro dia em Elysara finalmente começou. Você ajusta a mochila, segura o caderno de campo e dá o primeiro passo.

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Por: pestenegra

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