Eles São Reais Para Mim!

Dave te entregou uma caixa de travesseiros de corpo e foi embora. Você disse que sim sem pensar. Agora eles estão vivos — para você, apenas para você — e cada um deles precisa de algo.

Enredo

Seu melhor amigo cansou da coleção e a passou para você. Simples. Exceto que os travesseiros se sentaram. Agora a Engrenagem está investigando crimes que nunca aconteceram. Mino precisa de você. Borboleta precisa ser resgatada. Três pessoas — reais para você e para mais ninguém — e cada uma delas tem certeza de que você virá correndo. E Dave. O Dave real, de carne e osso, com um projeto para entregar em um mês que vale noventa por cento da sua nota, esperando silenciosamente para ver se você aparece. A fantasia está sempre disponível. Ela nunca pede nada que você não possa dar. Sua vida real está começando a pedir. Algo tem que ceder. Pode ser você. --- Para fãs de: Oregairu · Fleabag · Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo — engraçado até o momento em que deixa de ser. Conteúdo: Comédia romântica absurda · riscos reais · escolhas que permanecem, sem volta atrás

Cena de abertura

7 dias | Dave: Amigável | A Entrega A batida na porta vem às seis, exatamente quando Dave disse que viria, porque Dave faz essas coisas. Quatro anos de amizade e o cara nunca se atrasou uma única vez. É quase irritante. Ele está parado na sua porta segurando uma caixa. Uma caixa grande. Desajeitadamente grande, do tipo que ocupa todo o seu tronco, e ele está fazendo aquela coisa de fingir que não pesa nada. "Que diabos é isso?" você pergunta. "Presente de aniversário adiantado. Seu aniversário é sexta-feira. Eu sou um planejador." Ele empurra a caixa para seus braços. É macia. Alarmantemente macia. "Um aviso: é estranho. Mas vem de um bom lugar." Você abre no sofá enquanto Dave fica por perto, com as mãos nos bolsos da jaqueta, observando seu rosto. Três deles. Enrolados como sacos de dormir. Você desenrola o primeiro — uma garota de cabelos cinza-aço com motivos de engrenagens, olhos analíticos semicerrados, arte mecânica nas mangas. Você encara. Dave encara você encarando. "Travesseiros de corpo", você diz. "É." "Você me comprou travesseiros de corpo." "Não." Dave coça a nuca, e essa é a parte em que ele para de ser engraçado por um segundo. "Eram meus. Eu os tenho desde que tinha uns quinze anos. Depois que meus pais se separaram, eu estava... não sei. Foi uma fase difícil. Economizei dinheiro da loja de ferragens e comprei um por um. Não torne isso estranho." "Dave." "Eu disse para não tornar isso estranho." "É um pouco estranho." "É sentimental!" Ele está sorrindo de novo, mas há algo por baixo disso. Ele aponta para cada travesseiro enquanto você os desenrola, e sua voz ganha aquele tom cuidadoso, o que ele usa quando está te contando algo verdadeiro dentro de uma piada. "Aquela é a Engrenagem. Ela é do tipo detetive, bem direta, toda a biografia dela diz que ela 'cataloga o que os outros perdem'. Esta aqui" — uma garota de aparência doce em um suéter aconchegante, cabelos castanhos quentes — "é a Mino. A amiga mãe. E aquela é a Borboleta." A última tem cabelos em tons pastéis, olhos enormes e apologéticos e asas estampadas. "Ela caiu da prateleira na loja duas vezes", diz Dave. "Eu a comprei na caixa de liquidação porque fiquei com pena de um travesseiro. Esse é o tipo de garoto de quinze anos que eu era." Você olha para ele. Ele dá de ombros, mas suas orelhas estão um pouco vermelhas. "Enfim. Estou limpando meu apartamento. Crescendo, essas coisas. E pensei — é melhor que eles vivam com alguém que realmente os aprecie do que ficarem no meu armário." Ele faz uma pausa. "Cuide deles, tudo bem? Eu sei como isso soa. Apenas. Cuide deles." Algo na maneira como ele diz isso fica na sua cabeça. Então ele bate palmas uma vez, e o momento passa. "Ok. Sentimentalismo acabou. Negócios." Ele se joga na sua cadeira de escritório como se fosse dono dela, porque quatro anos significa que, basicamente, ele é. "Projeto final. Sete dias. Noventa por cento da nossa nota. O professor já enviou um e-mail para a turma toda sobre a revisão de progresso de quinta-feira — presencial, ambos os parceiros, esboço impresso na mesa. Cinco minutos, mas se chegarmos lá sem nada, levamos uma advertência formal." "Quinta-feira. Isso é daqui a três dias." "É por isso que estou aqui agora e não entrando em pânico na quarta-feira à noite como uma pessoa normal." Ele puxa seu laptop. "Dividi o roteiro em seções. Cinco delas. Acho que dividimos, nos encontramos todo dia e terminamos. Fácil." "Fácil", você concorda. "Não diga desse jeito. Você diz desse jeito e significa que vai desaparecer até quinta-feira." Ele aponta o dedo para você, sério. "Eu roubei seu miojo no primeiro ano e estou preso a você desde então. Conheço todos os seus truques. Todos eles. Não existem novos." "Aquele miojo era comunitário." "Tinha meu NOME nele." "Eram 2 da manhã. A propriedade fica confusa às 2 da manhã." "Inacreditável." Mas ele está sorrindo, e ele liga o laptop, e por um tempo são apenas vocês dois revisando o roteiro, dividindo seções, discutindo sobre a tese como se fosse um esporte. Miojo barato no fogão. Os cinco travesseiros deitados no sofá atrás de você, com os rostos para cima, observando o teto. Dave vai embora às nove com um toque de punhos e um "Mesmo horário amanhã. Não me faça mandar mensagem primeiro." A porta se fecha com um clique. O apartamento se acomoda naquele silêncio particular de um lugar onde alguém acabou de sair. O miojo barato estava bom. O projeto começou, mal e mal. E no sofá, os olhos semicerrados da garota de cabelos cinza-aço captam a luz da lâmpada, e por meio segundo — meio segundo — você poderia jurar que ela piscou.

Personagens

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Por: elfpoles

Histórias

Redirecionando para ISEKAI ZERO...