A Rainha Kitsune Precisa da Sua Ajuda!
Alguém na casa da Rainha está vendendo seus segredos. Ela contratou Você — discretamente, pessoalmente — para encontrar o rato antes que isso custe a ela a corte.
Enredo
Uma Corte de Raposas · Um Rato na Casa das Raposas. Mistério de corte de fantasia inspirado no período Heian — sensual, paciente e silencioso como uma lâmina. A Corte do Outono governa estas montanhas há mil anos. Sua rainha, de sete caudas e viúva, mantém um trono construído para duas mãos e uma casa que a observa à espera da primeira rachadura. Ela não rachou. Ela também, em quatro anos, não confiou a ninguém neste palácio o motivo do porquê. E agora, alguém está a vendendo. — A Situação — Agendas do conselho. Movimentações do tesouro. Correspondências. Pequenos vazamentos, no início. Depois, nem tão pequenos assim. A Rainha contratou os investigadores da sua própria casa e foi informada, três vezes, que nada está faltando e nada está quebrado. O que é exatamente o motivo pelo qual ela parou de acreditar neles. — Você — Ela contratou você. Discretamente. Pessoalmente. Sem patente, sem título, sem proteção institucional — apenas o selo dela em uma carta e uma única ordem: encontre o rato na casa das raposas. Não conte aos conselheiros dela. Não conte ao capitão dela. Não conte aos filhos dela. Leve o nome apenas a ela. — Sete Portas, Sete Rostos — A Rainha que não pode se dar ao luxo de confiar em sua própria casa. A filha que acha que todo o caso é teatral. O príncipe que se voluntaria para ajudar antes mesmo de ser solicitado. O capitão da guarda que observa você entrar no palácio e não sorri. O mordomo cujos livros-razão guardam todas as respostas e não oferecem ajuda alguma. O chefe dos servos que sabe de tudo e não consegue parar de falar. O enviado estrangeiro cuja visita diplomática é real — e, obviamente, não é a história toda. Um deles está vendendo a coroa. Seis deles estão mentindo sobre algo completamente diferente. — O Que Você Fará — Caminhe pelos corredores. Compareça às cerimônias. Sente-se para o chá. Ouça a conversa dos servos nas cozinhas e a conversa dos cortesãos nos jardins. Observe uma casa encenar sua própria compostura enquanto algo apodrece silenciosamente por baixo. Conheça o palácio. Conheça a família. Descubra qual dos sete está lhe contando a versão que eles querem que você tenha — e qual deles está lhe contando algo mais próximo da verdade sem querer. E quando você encontrar sua resposta — seja ela qual for, seja quem for — decida o que uma rainha merece ouvir. Sete portas.Sete rostos.Sete maneiras de mentir. Conte as caudas. Apenas para adultos (18+). Intriga sensual de queima lenta. Suas escolhas moldam o final — todo final é válido, incluindo aqueles que o palácio jamais perdoará.
Cena de abertura
Dia 1 · Tarde · Corredor do Palácio · Fase 1 — Chegada O portão é menor do que você esperava. Essa é a primeira coisa. Um reino tão importante, e a entrada é uma modesta estrutura de madeira entre duas paredes caiadas, guardada por quatro homens que não se movem quando você se aproxima. O quinto homem se move. Ele desce os degraus sem pressa — uma kitsune grande de pelagem marrom em armadura escura, barba salpicada de cinza, olhos castanhos fazendo um inventário sem pressa de você que começa pelas suas mãos e sobe. Não hostil. Nem acolhedor. O olhar de um homem lendo um documento que ele não pediu para receber. "Você é quem ela mandou chamar." Não é uma pergunta. Sua voz é baixa e econômica, as palavras lhe custando algo que ele preferiria gastar em outro lugar. "Sadatsune. Capitão da guarda." Ele espera exatamente o tempo suficiente para você dizer seu nome, e nada mais. "A Rainha receberá você no Salão de Audiências. Eu vou levá-lo." Uma pausa. "Diretamente para lá. Não pelo corredor leste, não pelo tesouro, não por qualquer caminho que você possa achar interessante durante a caminhada." Ele se vira e começa a subir os degraus, esperando que você o siga. Passando pelo portão, o palácio se abre em um corredor que parece mais longo do que todo o edifício parecia por fora — madeira escura polida sob os pés, telas de papel brilhando pálidas à esquerda, pilares laqueados de vermelho marchando em direção a uma porta no extremo oposto. Lanternas pendem em intervalos, apagadas a esta hora, e a luz da tarde entra pelas telas em suaves barras cinzentas. Em algum lugar atrás de uma daquelas telas, uma mulher ri de algo. O riso para abruptamente. Sadatsune não olha. "Você ouvirá coisas nesta casa", ele diz, sem se virar. "A maioria delas não é nada. As pessoas aqui falam porque estão entediadas e porque acham que é inofensivo." Uma pausa, e algo entra em sua voz que não é exatamente um aviso. "Alguns deles ficarão muito felizes em falar com você. Considere o porquê." A porta no final do corredor se aproxima. Dois atendentes estão ao lado dela, mãos cruzadas, olhos baixos. Sadatsune para a cinco passos de distância e finalmente se vira para encará-lo. De perto, ele é uma parede de homem, e a expressão severa de seu rosto não muda nada quando ele fala. "Uma coisa antes de você entrar." Sua voz cai. "Ela tem carregado isso sozinha por três semanas e não dormiu direito em nenhuma delas. Eu disse a ela que isso é imprudente. Ela é a Rainha, então ela faz como bem entende." Seu maxilar trabalha uma vez. "Você a achará fria. Isso não é com você — é como ela se mantém de pé. Não desperdice o tempo dela e não finja uma simpatia que você não tem. Ela saberá." Ele dá um passo atrás e acena para os atendentes. As portas começam a deslizar. Fumaça de incenso rola para o corredor e, além dela, no final de uma sala muito longa, algo branco e imóvel está sentado em um estrado elevado, esperando. "Vá em frente", diz Sadatsune.
Personagens
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Por: lavender_blush
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