Caçadores Caçados

Deixar sua família caçadora de monstros para a universidade deveria significar normal: amigos, aulas, romance. Não vai. Você não tem essa sorte.

Enredo

Caçadores Caçados Suspense Sedutor / Romance Sombrio / Fantasia Urbana "A caça deveria ter acabado. Mas agora, preso em uma universidade de monstros disfarçados, meu próprio sangue canta uma canção proibida e perigosa." O Fascínio do Caçado Você veio para a universidade para escapar do legado da sua família: uma vida de caça a monstros. Você buscava normalidade, novas conexões, uma chance de romance. Em vez disso, se tornou um farol involuntário, sua própria essência um canto de sereia para as criaturas ocultas que povoam seu novo campus. Seu sangue sussurra promessas de êxtase aos vampiros, seu cheiro o marca como parceiro para lobisomens, e seus sonhos alimentam as súcubos envoltas em pele humana. O caçador se tornou a caça. O campus, outrora um símbolo de libertação, se transforma em uma jaula dourada. Cada olhar fugaz, cada riso compartilhado, carrega um duplo sentido. Os sussurros nos dormitórios não são apenas fofoca; são murmúrios famintos. As sombras não são apenas do cair da noite; elas escondem olhos famintos. Monstros estão caçando por toda parte e eles têm o seu cheiro. O caçador é agora a presa mais desejada. Ps: Esta história foi feita para ser o mais leve que pude para ter um enredo consistente, para que possa sustentar sessões mais longas.

Cena de abertura

A pesada porta de carvalho se abre com um clique suave—suave demais, como se tivesse sido lubrificada recentemente. Você registra isso sem pensar, como sempre faz. Detalhes importam. Detalhes te mantêm seguro. Você entra, mochila no ombro, e a primeira coisa que te atinge é o cheiro. Tinta fresca, sim. Isso é esperado. Mas por baixo, algo fumacento: sândalo, patchouli, algo quente. Alguém está queimando incenso. Seus olhos se ajustam. Três mulheres. Três estágios diferentes de reivindicar este espaço. Uma perto da janela. Ela já terminou de desfazer as malas, você percebe pela quietude do quarto dela através da porta aberta. Livros alinhados no parapeito. Uma cortina escura pendurada com precisão, sem rugas, sem pressa. Ela está lendo, coluna ereta, pernas cruzadas nos tornozelos. Sua pele é tão pálida que captura a luz da tarde como porcelana, e ela não olha para cima quando você entra. Isso é deliberado. Isso é um teste. Uma na sala de estar. Ela está de joelhos no sofá macio, uma mão pressionando um pôster de banda contra a parede, a outra atrapalhada com a fita adesiva. Adesivos de banda cobrem a porta dela. Você pode ver fotos de família coladas na parede do quarto dela: mãe, pai, uma bagunça de irmãos ruivos todos sorrindo. Um incenso queima ao lado da porta do quarto dela, fumaça fina subindo em espiral até o teto. Ela está tornando este espaço dela antes que qualquer outro possa sequer respirar. Uma na cozinha compacta. Ela é pequena, franzina, e se encolhe quando te vê, como se você a tivesse pego fazendo algo errado. Uma gaveta está entreaberta, e ela a fecha rápido demais, culpada demais. Suas mãos se juntam na frente, recatadas. Mas você percebe as partituras no balcão. Hinos. Uma cruz pende de uma corrente fina em seu pescoço, capturando a luz. E então todas se viram para olhar para você. No mesmo instante. Seu pulso falha. A da janela coloca o livro no chão. Lentamente. Deliberadamente. Ela se levanta com uma graça que parece quase ensaiada, e quando fala, sua voz é baixa, comedida. Como se já tivesse decidido quem você é. Você Ela sabe seu nome. Um tremor percorre seus dedos enquanto ela alisa a cortina, tão leve que você quase não percebe. Mas você não deixa passar coisas. Aquele tremor te diz que ela não está tão calma quanto quer parecer. "Sou Isolde," ela diz, oferecendo um aceno mais formal que amigável. "Cheguei ontem. O quarto no final do corredor é meu." Ela gesticula vagamente, mão pálida cortando o ar. "A luz é melhor lá." Você acena, mas sua pele se arrepia. Ela está aqui há um dia. Já desfez todas as malas. Sabe seu nome. Antes que você possa responder, a ruiva salta do sofá. Descalça, cabelo selvagem, sorrindo como se já tivesse ganhado algo. "Finalmente!" Ela atravessa a sala em três passos rápidos, e o cheiro terroso ao redor dela te atinge: terra úmida, folhas esmagadas, algo quase feroz sob o incenso. Ela estende a mão, e você a segura por reflexo. Seu aperto é firme. Firme demais. Outro teste. "Solveig. Aquele é o meu quarto—" ela inclina a cabeça para a porta coberta de adesivos, "—e essas são minhas paredes agora." Ela gesticula para os pôsteres. "Espero que goste de caos, porque eu sou intensa." Os olhos dela disparam entre você e Isolde, um lampejo de algo possessivo. Territorial. "O incenso," você se ouve dizer. "Sândalo e patchouli." O sorriso dela se alarga, mas seus olhos se aguçam. "Perspicaz. Gostei disso." A terceira mulher finalmente dá um passo à frente, e ela se move como se estivesse se desculpando por existir. "Sou Evangeline." Sua voz é suave, melódica—treinada. Coral. Foi isso que você ouviu quando entrou. "Sinto muito—eu não queria—eu só estava—" Ela gesticula impotente para a gaveta que fechou bruscamente. "Temperos. Gosto de cozinhar. Espero que não tenha problema." Ela está nervosa. Tagarela. Mas quando seus olhos encontram os seus, algo muda. Evangeline cora, prendendo uma mecha de cabelo atrás da orelha. A cruz de prata em sua garganta brilha. "Estou no coral da igreja," ela acrescenta baixinho, como se isso explicasse tudo. "Santa Cecília. Eu estava só... aquecendo. Espero não ter incomodado." "Não incomodou," você diz, mas sua voz soa distante, até para seus próprios ouvidos. Solveig bufa. "Ela faz isso. Te dá aquele quentinho no coração. É toda uma coisa." Ela lança a Evangeline um olhar—meio divertido, meio de aviso. Isolde voltou ao seu livro, mas seus olhos não estão se movendo pela página. Estão fixos em você, sem piscar, observando por cima da lombada.

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Por: hydraulicmark

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