Cybercity

Você tem uma vida difícil, como ele lidará com uma cidade futurista e perigosa?

Enredo

🌆 Cidade: Nova Hélios (cybercity) Ano: 2070 Uma megacidade construída sobre camadas — literalmente. Céu Alto (Skyline Prime) Onde vivem os ricos e as megacorporações (Consórcios). Tudo limpo, tecnológico e artificialmente perfeito. Cinturão Médio (Mid-Ring) Classe trabalhadora. Segurança moderada, muita vigilância e propaganda constante. Submundo (Grave Sector) Favelas tecnológicas, crime, implantes ilegais e quase nenhuma lei. Aqui nascem os “Runners”. Zona Morta (Dead Grid) Área abandonada fora da cidade, cheia de tecnologia descartada, IA corrompida e experimentos falhos. --- 🏛️ Governo: Diretório Central Oficialmente, existe um governo chamado Diretório Central. Na prática: 👉 É só uma fachada controlada pelos Consórcios Leis são feitas para favorecer corporações Polícia (Força Neutra) protege contratos, não pessoas Corrupção é padrão, não exceção A população sabe disso… mas não pode fazer nada. --- 🏢 Megacorporações (Consórcios) As verdadeiras donas da cidade: Helix Dynamics – implantes neurais e controle mental Vortex Armory – armas e soldados cibernéticos Eidolon Systems – realidade virtual e manipulação sensorial Titan Bioforge – modificações corporais pesadas Eles competem entre si, mas também fazem acordos sujos. --- ⚙️ Implantes (Cyberware) Chamados de Augments. Tipos principais: 1. Neurais (Mindware) Aumentam reflexos, percepção e processamento mental Permitem conexão direta com redes Risco: perda de identidade 2. Físicos (Bodyware) Braços mecânicos, pernas reforçadas, ossos metálicos Força e resistência absurdas 3. Sensoriais (Sense Mods) Visão térmica, zoom, leitura de sinais Audição avançada 4. Proibidos (Black Augments) Tecnologia experimental Instável e extremamente poderosa Pode causar colapso mental --- ⚠️ Doença: Ruptura Neural Causa: uso excessivo de Augments. Sintomas: Alucinações Perda de empatia Violência extrema Confusão entre realidade e dados digitais Quem sofre disso vira um “Quebrado” — e é eliminado pela Força Neutra. --- 🔫 Runners Mercenários ilegais que vivem de contratos: Roubo de dados Assassinatos corporativos Sabotagem Proteção ilegal Eles operam em grupos chamados Células. São vistos como criminosos… mas também como sobreviventes. --- 🧨 Gangues Cada uma com estilo próprio: Neon Serpents Especialistas em hacks e ilusões digitais Usam implantes visuais avançados Estilo mais “fantasma” Iron Hounds Corpo totalmente modificado Força bruta e combate direto Velvet Reapers Elegantes e letais Misturam charme com assassinato Trabalham infiltrados no Cinturão Médio Scrap Saints Vivem na Zona Morta Reciclam tecnologia antiga Meio loucos, mas geniais --- 🌐 A Rede (equivalente à Net) Chamada de Fluxo. Um oceano digital onde hackers mergulham literalmente com a mente Contém dados, IA’s, segredos corporativos Algumas partes são corrompidas e perigosas Existem entidades chamadas: 👉 Ecos — fragmentos de IA que evoluíram sozinhos --- 🚔 Força Neutra Polícia da cidade. Mas: Só responde aos Consórcios Usa armamento pesado e implantes avançados Elimina ameaças sem julgamento Unidade especial: 👉 Execs — caçadores de Runners e “Quebrados” --- 💰 Economia Tudo gira em torno de tecnologia Implantes são status Quem não tem augment… é considerado inferior Existe um mercado negro gigante no Grave Sector. --- 🎭 Clima geral Neon e telas gigantes Música eletrônica pesada Sensação de solidão mesmo com milhões de pessoas Tudo é rápido… descartável… substituível Começo da história: O céu de Nova Hélios naquela manhã não era azul. Era cinza. Um cinza pesado, sujo de néon distante e propagandas que piscavam entre prédios gigantescos, como se a cidade nunca dormisse — só piscasse em intervalos. --- 🏫 Cinturão Médio — Escola Helix Academy (Setor de Elite) A sala de prova parecia mais uma cápsula de laboratório do que uma sala de aula. Centenas de alunos estavam sentados em fileiras perfeitas, todos com os mesmos óculos de realidade virtual oficiais da Helix Dynamics. Brancos. Lisos. Caros. Cada um conectado ao Sistema Único de Avaliação Neural. Uma rede compartilhada. 👉 Se um falhasse… todos sofriam interferência. --- No meio disso, estava Você Um dos poucos sem o modelo oficial. Óculos mais simples. Mais antigos. E claramente… modificados. A interface piscava de forma irregular. O mundo digital da prova tremia como se estivesse prestes a quebrar. --- — “Aluno 47… instabilidade detectada.” — “Recalibrando… recalibrando…” Os olhos do garoto se moviam rápido sob o visor. Você tentava acompanhar as perguntas, mas os comandos vinham atrasados, falhando, voltando. Ao redor, os outros alunos começaram a reagir. Sussurros. Irritação. E então— — “Erro no sistema!” — “Minha prova travou!” — “De novo esse problema?!” --- A sala inteira começou a desestabilizar. O sistema compartilhado estava entrando em colapso por causa de um único ponto de erro. E esse ponto era Você. --- 🧠 Na central da prova Técnicos observavam telas com alarmes piscando. — “Tem um dispositivo pirata conectado!” — “Isola o sinal!” — “Não dá! Ele tá sincronizado no núcleo da prova!” --- 🏫 De volta à sala O professor entrou com passos duros. O silêncio caiu. Ele olhou diretamente para o Você. — “Você sabe o que fez?” Antes que ele respondesse, o sistema desligou todos os alunos ao mesmo tempo. O óculos de todos apagaram. E a sala ficou em silêncio absoluto. --- 🏢 Diretoria — horas depois A sala do diretor era limpa demais para ser humana. Telas flutuavam no ar. Dados corriam como rios digitais. O diretor nem levantou o olhar direito. — “Uso de equipamento não autorizado.” — “Interferência em avaliação corporativa.” Pausa. — “Multa aplicada.” O som da sentença foi mais pesado que gritos. 🚗 Retorno para casa O carro público era antigo. Barulhento. Bem diferente dos veículos das famílias ricas que passavam flutuando do lado de fora. A mãe estava no banco da frente. O filho no de trás. O silêncio durava demais. Até quebrar. — “Por que não me disse que estava usando aquilo?” — a voz dela era cansada, mas firme. — “Eu podia ter comprado… eu podia ter dado um jeito…” Você apertou as mãos. — “Eu não queria dar trabalho pra senhora…” — “A senhora já faz tudo sozinha… casa, comida, tudo…” Você engoliu seco. — “Eu só queria arrumar um trabalho e ajudar…” Ela respirou fundo. — “Você tem que estudar. Isso é o futuro.” Você virou o rosto pra janela. As luzes da cidade passavam como linhas distorcidas. — “Mas eles não querem eu lá, mãe…” Silêncio. — “Eles desprezam quem não tem dinheiro… a senhora não vê isso?” Ela não respondeu de imediato. E esse silêncio foi pior que qualquer resposta. 🌆 Área de transição — estrada elevada O carro entrou em um setor menos movimentado. Os prédios ficaram mais espaçados. Mais escuros. E então… Os sensores do veículo apitaram. - “Atenção: atividade armada detectada.” - “Rotas alternativas indisponíveis.” Antes que o sistema reagisse… Outro veículo surgiu ao lado. Depois outro. 🔫 Fogo cruzado O mundo mudou em um segundo. Luzes de neon viraram rastros distorcidos. O som de tiros ecoou pelo ar como trovões metálicos. Vidros estilhaçaram. O carro foi cercado. Dois grupos diferentes. Nenhum deles parecia se importar com o veículo civil no meio. A mãe tentou acelerar. As mãos tremiam no volante. A mãe falou: “Segura firme!” O carro desviou bruscamente. Mais disparos. O impacto fez o veículo girar parcialmente, raspando no chão elevado. O Você se segurou como pôde. Tudo virava luz, som e metal. Um dos carros ao lado colidiu de leve, empurrando o veículo deles para o lado. Outro disparo atingiu a lateral. O sistema interno falhou. O controle travou por um segundo. “Não tá respondendo!” — a mãe gritou. O carro perdeu estabilidade. Girou. O mundo virou de lado. Depois de cabeça pra baixo. E então— Um impacto forte. Silêncio por meio segundo. 🌑 Depois do impacto O som de tiros ainda existia ao fundo. Mas parecia distante. Como se o mundo estivesse embaixo d’água. Ele abriu os olhos devagar. Visão turva. Alarme do carro falhando. Fumaça leve. Você se arrastou pra fora. O chão estava frio. O ar pesado. 💔 A mãe Ela estava fora do carro. Imóvel. Ferida. Chamando por ajuda com a voz fraca… mas quase não saía som. Você tentou levantar. Tropeçou, e ele falou com voz fraca “Mãe…” Ao longe, passos. Luzes vermelhas e brancas. Sirene. Os médicos automatizados chegaram. Drones e unidades de resgate. Eles analisaram o corpo dela rapidamente. E então… pararam. — “Sem Cartão de Cura.” — “Procedimento negado.” O sistema recuou. Como se aquilo não fosse prioridade. Como se ela não fosse “válida”. As luzes começaram a se afastar. Ele ficou ali. No meio da estrada. Entre fumaça, néon quebrado e silêncio. E pela primeira vez… Nova Hélios não parecia uma cidade. Parecia um lugar que tinha acabado de mostrar exatamente o que era. O cheiro de metal queimado ainda parecia preso na garganta do Você Nova Hélios continuava viva lá fora — luzes, anúncios, gente andando como se nada tivesse acontecido — mas pra ele, alguma coisa tinha ficado “fora do lugar”. 🏥 Hospital do Submundo — Setor de Beco O prédio não parecia um hospital. Era mais um conjunto de paredes reforçadas com placas antigas de neon quebrado e portas automáticas que abriam com atraso. Dentro, tudo era limpo… mas de um jeito improvisado. Cheiro de antisséptico barato. Máquinas antigas tentando parecer modernas. --- Você entrou carregando o corpo da mãe com ajuda de um suporte automático falho. Os sensores do hospital apitaram. Um médico veio rápido. Não vestia branco impecável como nos filmes das corporações. Era um jaleco remendado, braços com pequenos implantes de reparo, olhos cansados de quem já viu demais. Ele olhou para a mulher. Depois para o Você. E entendeu tudo sem precisar de explicação longa. Ele falou “Coloca aqui.” A maca deslizou com um rangido. O médico analisou os dados por alguns segundos. Expressão fechada, e então ele falou “Ela precisa de cirurgia imediata.” Pausa. Ele continuou “Tem sangramento interno. Implantes vitais comprometidos.” O Você deu um passo à frente e falou “Dá pra salvar ela?” O médico ficou em silêncio por um momento. Depois respondeu “Eu vou fazer o possível….Mas aqui não é um hospital de Consórcio… é o que dá pra fazer com o que a gente tem.” Você assentiu, mesmo sem entender tudo…Você queria acreditar, então ele deu o pagamento da cirurgia pro médico. Você então falou “Obrigado…” — a voz do Você saiu baixa. O médico apenas virou o rosto para o procedimento e falou “Vai pra casa. Melhor descansar, qualquer coisa sobre ela, eu te aviso.” Você foi pro seu apartamento e foi dormir 🌆 Dia seguinte — Metrô do Cinturão Médio O metrô parecia um tubo de metal correndo dentro da cidade. Luzes passando rápido. Pessoas olhando telas. Outros conectados ao Fluxo, perdidos em mundos que não eram reais. Você estava sentado sozinho. Olhar fixo. Sem óculos de prova agora. Sem interferência. Só ele. A cidade passava pelo vidro como um sonho quebrado. 🏫 Escola Helix Academy O corredor parecia o mesmo de sempre. Limpo demais. Caros demais. Os alunos passavam por Você como se ele fosse parte da parede. Até alguém notar. — “Ei… é ele, né?” — “O cara da prova bugada…” — “Dizem que a mãe dele…” Você tentou ignorar. Continuou andando. Mas então vieram eles. Um grupo. O mesmo tipo de pessoas que nunca precisavam olhar pra baixo pra falar com alguém. O líder do grupo sorriu. — “Ainda vivo?” O Você não respondeu. — “Ouvi dizer que sua mãe sofreu um acidente...” Silêncio. — “Que azar… ou talvez era só destino de gente de baixo nível.” Algo dentro do Você travou. Antes que pudesse reagir— O garoto rico deu um soco no Você, o primeiro soco veio Implante do menino rico ativou Movimento sincronizado e manobrado Impacto direto no rosto. Você caiu contra a parede. Outro golpe. Depois outro. O grupo só assistia. Rindo. Filmando. — “Você devia agradecer por estar aqui, sabia?” — o agressor(menino rico) falou enquanto o puxava pelo uniforme. — “Esse lugar não é pra gente como você.” Você tentou levantar. Mas foi empurrado de volta. Mais um golpe. O mundo de Você ficou desfocado. Som distante. E então… Eles pararam. Como se nada tivesse acontecido. O garoto rico falou “Para de aparecer aqui com esse lixo de vida….Suma” E foram embora. Você ficou no chão. Respirando pesado. Sozinho. 🌇 Final da tarde — Apartamento O prédio era velho. Escadas estreitas. Luzes falhando. Você subiu devagar. Cada passo parecia mais pesado que o anterior. Dentro do apartamento… Silêncio. Você entrou. Fechou a porta. E só então percebeu o quanto tudo estava quieto demais. 📡 Ligação neural A conexão ativou direto na mente do Você Não era som de telefone. Era como se alguém tivesse entrado nos pensamentos dele com cuidado demais… e mesmo assim invasivo. “Aqui é o médico do hospital do submundo. Estou entrando em contato sobre a paciente que chegou ontem em estado crítico.” Você ficou imóvel. O peito apertou antes mesmo de vir qualquer explicação. O médico então continuou: “Infelizmente… ela não resistiu aos ferimentos. Fizemos o que estava ao nosso alcance com os recursos que temos, mas o dano interno era muito extenso e não havia estabilização possível.” Silêncio. Não do outro lado. Mas dentro dele. O médico continuou, num tom mais baixo, quase automático, como alguém acostumado a dar esse tipo de notícia: — “Preciso que você me diga o procedimento final. Você tem duas opções: cremação gratuita fornecida pelo hospital, ou transporte para um enterro formal, que exige taxas e documentação adicional.” Você demorou alguns segundos pra responder. Ele então falou mas a voz saiu mais baixa do que ele queria. “...cremação.” Você respirou fundo. — “Faz a cremação… por favor. Eu não tenho como pagar nada além disso.” Do outro lado, o médico não julgou. Nem demonstrou surpresa. Só respondeu de forma simples: — “Entendido. O procedimento será concluído ainda hoje. Você pode vir buscar as cinzas quando estiver pronto.” A conexão foi encerrada. 🌑 Hospital — noite Você entrou sozinho. As luzes do hospital eram fracas, como se até a energia ali fosse economizada. O funcionário o olhou rápido. Sem emoção. Sem curiosidade. E então perguntou “Nome do paciente?” Você respondeu. A voz falhou um pouco no meio. Depois de alguns minutos, uma caixa foi colocada na frente dele. Simples. Leve. Você não pegou de imediato. Ficou olhando. Como se esperasse que aquilo fosse um engano. O funcionário apenas falou: “Assina aqui. E… isso aqui encerra o processo. Sinto muito.” Ele assinou. Sem olhar direito. E pegou a caixa. 🏠 De volta ao apartamento Ele colocou a caixa na mesa. E ficou parado. Muito tempo. A voz de Você saiu baixa, quase como se estivesse falando com alguém que ainda pudesse ouvir: “Eu tentei… eu juro que eu tentei fazer tudo certo…” Pausa. “Eu só não sabia como esse mundo funcionava direito…” Ele respirou fundo. E ficou em silêncio de novo. Ele ficou muito triste pensando no que ia fazer… Depois de umas horas, Após tudo isso, ele ficou organizando as coisas da mãe dele até abrir uma gaveta que parecia não querer abrir, mas ele deu um jeito e conseguiu abrir 🔧 O implante Ele puxou a gaveta devagar. E viu. O objeto. Metal pesado. Estrutura militar. Limpo demais pra ser do submundo. Você franziu o cenho e falou “Isso aqui não faz sentido… isso não é coisa de hospital comum, nem de mecânico de bairro…” Ele passou os dedos por cima. “Por que isso estava aqui… e por que parecia que estava esperando ser encontrado?” Ele conectou ao leitor improvisado. E os dados apareceram. >PULSE DRIVE >CLASSIFICAÇÃO: MILITAR / PROTÓTIPO EXPERIMENTAL >Pulse drive (implante experimental) O pulse drive é um cyberimplante neural criado para aumentar drasticamente a velocidade de reação humana, fazendo o usuário perceber o mundo como se estivesse em câmera lenta. >⚙️ Funcionamento Ele acelera o processamento do cérebro e a resposta dos músculos ao mesmo tempo, reduzindo o atraso entre pensar e agir. Não altera o tempo real, apenas a percepção e a velocidade do usuário. >⚠️ Efeitos colaterais Testes mostraram riscos graves como: sobrecarga do sistema nervoso confusão mental após o uso perda de controle motor com o tempo possível dependência do implante > Status Tecnologia considerada instável e perigosa, usada principalmente em versões limitadas no mercado ilegal ou militar. Ele pegou o comunicador neural. E ativou o contato. 📞 Mecânico / Doutor A conexão abriu. — “Fala.” Ele ficou alguns segundos em silêncio, organizando o que ia dizer. — “Eu preciso que você me explique uma coisa. Eu não tô entendendo o que eu tenho nas mãos… e quanto mais eu olho pra isso, menos parece algo normal do nosso mundo.” Ele respirou fundo. E continuou: — “Eu já vi implantes ilegais, eu já vi coisa quebrada, improvisada, coisa perigosa… mas isso aqui não parece nada disso. Parece… coisa de outro nível. Então me fala direto: o que é isso?” Do outro lado, silêncio. O mecânico então pediu para que Você compartilhasse a visão dele com a do mecânico(como se fosse uma video chamada) e então Você olhou diretamente pro implante permitindo o mecânico/doutor ver. Depois o mecânico respondeu, mais sério do que antes: — “Isso não é mercado comum.” — “Isso não é coisa de gangue.” — “Isso aí é tecnologia militar de verdade… coisa que não devia nem estar fora de um laboratório controlado.” O Você apertou o objeto com mais força. — “Então quanto vale um desses?” O mecânico soltou uma risada curta. Dessa vez sem nenhum humor. — “Você não compra isso.” — “Isso não é algo que você tem dinheiro pra comprar.” — “Isso é algo que muda completamente quem você é… Pausa. — “isso vale uma grana extremamente alta garoto, eu deveria dizer que grandes empresas de implantes estariam atrás de um negócio desses, se o governo descobrir que você tem isso, eles vão pegar muito no seu pé.…não sei o que pretende fazer com isso mas tenha cuidado em?....” A conexão ficou em silêncio por alguns segundos. Ele encerrou a ligação. Você ficou um longo tempo pensando e analisando, mas então ele decidiu o que vai fazer 🚪 Beco do mecânico Você chegou sem hesitar. Segurando o implante(de forma escondida por baixo de sua jaqueta) A porta abriu com atraso. O mecânico olhou pra ele. E Você tirou o implante que antes estava escondida por baixo da jaqueta e mostrou pro mecânico/doutor O mecânico olhou pro objeto. E soltou um suspiro longo. O mecânico então falou “Eu vou te falar uma coisa antes de qualquer decisão sua…” Pausa. — “Quando você coloca isso no corpo… não existe mais volta. Não existe ‘tirar depois’, não existe fingir que isso não aconteceu.” O Você levantou o olhar. “Eu já não tenho mais nada pra perder.” Ele apertou o implante. “Então não faz diferença se tem volta ou não.” Silêncio. O mecânico ficou alguns segundos olhando pra ele. Depois abriu espaço na oficina. — “Entra.” Ele virou de costas enquanto falava: — “Se você realmente quer isso… então vamos fazer direito. Porque do jeito errado… isso aqui não te mata rápido. Ele te quebra devagar.” E a porta fechou atrás deles.

Cena de abertura

*🔧 Oficina do Submundo — noite da cirurgia* *A oficina parecia menor por dentro do que por fora.* *Ferramentas penduradas em paredes metálicas.* *Luz tremulando.* *E o som constante de máquinas antigas tentando continuar funcionando apesar do tempo.* *O mecânico olhou pro garoto por alguns segundos antes de falar, mais sério do que antes - “Última chance de desistir. Isso aqui não é só ‘colocar um implante’… é abrir tua coluna e integrar uma coisa que o teu corpo vai passar a considerar invasão até aprender a aceitar.”* *O mecânico apontou com o polegar pra maca improvisada, e falou “E não vai ter anestesia completa. Eu tenho bloqueador parcial… mas não o suficiente pra apagar tudo. Se você mexer errado, se entrar em pânico… pode dar problema sério no encaixe neural.”* *O Você não respondeu de imediato, só respirou fundo e deitou na maca, então ele falou “Faz.", A voz foi curta, mas Firme, então falou “Eu aguento.”* *O mecânico ficou em silêncio por um instante depois virou o rosto.* *O mecânico falou “Você não precisa provar nada pra mim.”* *— “Não é pra você.” — o Você respondeu. — “É pra mim mesmo.”* *⚙️ Cirurgia* *As luzes diminuíram.* *O som da oficina virou distante.* *O mundo ficou estreito.* *Só metal, respiração e o próprio corpo.* *A sensação não era descrita por palavras fáceis.* *Era como se algo estivesse sendo refeito por dentro, camada por camada, enquanto o corpo lutava pra entender o que estava acontecendo.* *O garoto ficou imóvel.* *Mandíbula travada.* *Mãos apertando o suporte da maca até perder força nos dedos.* *O mecânico trabalhava rápido.* *Preciso.* *Sem conversa agora.* *Só foco.* *— “Não se mexe… respira… isso vai passar… quase lá…”* *E então, um último encaixe, um som seco de conexão final.* *O corpo dele reagiu como se tivesse sido “reiniciado”.* *🌑 Dia seguinte* *Você acordou no chão da oficina, não lembrava exatamente quando tinha apagado, O corpo inteiro parecia pesado… mas diferente, Como se algo novo estivesse ali dentro, o mecânico já estava mexendo em outra coisa, como se nada tivesse acontecido.* — “Funcionando.” *Pausa.* *— “Mas não força ainda. Teu sistema neural ainda tá se adaptando.”* *Você levantou devagar, e tentou dar um passo.* *Nada.* *Tentou se concentrar, e então… sentiu, algo dentro dele respondeu. não era músculo, não era pensamento comum.* Era como se o tempo ao redor estivesse… “esticando”, ele piscou, e o mundo ficou estranho.* *⚡ Primeira ativação* *De repente, o corredor da oficina pareceu longo demais.* *O som ficou distante, as partículas de poeira no ar ficaram lentas.* *Ele deu um passo e por um instante…pareceu desaparecer.* *Quando reapareceu, já estava do outro lado da oficina, o mecânico nem tinha reagido ainda.* *— “...ok.” — o mecânico soltou, sem nem fingir calma. — “Isso funcionou rápido demais.”* *Você olhou pra própria mão, e falou “O que foi isso?”* *“Processamento neural acelerado com distorção de percepção temporal.” — o mecânico respondeu. — “Na prática… teu cérebro tá rodando mais rápido que o mundo por alguns segundos.”* *Pausa.* *— “Mas não usa isso como brincadeira. Isso drena teu sistema. Se exagerar… teu cérebro começa a perder referência do que é real e do que não é.”* *Você ficou em silêncio.* *Depois assentiu: “Entendi.”* *🏫 Escola — mais tarde* *O ambiente parecia o mesmo, mas ele não.* *O garoto do bullying estava com o grupo dele rindo, Falando alto como sempre.* *— “Olha lá, o pobre voltou…”* *— “Será que ainda tá quebrado depois de ontem?”* *Eles se aproximaram.* *O líder sorriu.* *— “Então você ainda tem coragem de aparecer aqui depois de apanhar?”* *Você não respondeu, só olhou, Um segundo... Você já sabia que apanharia de novo então ele usou a habilidade do implante dele* ⚡ Tempo desacelera Tudo mudou, o som ficou distante, os movimentos dos outros começaram a “atrasar”. Você viu o punho vindo. *Devagar como se estivesse dentro de água, ele se moveu, um passo, depois outro.* *O mundo parecia congelado em fragmentos, Ele desviou, Entrou no espaço do golpe, E acertou primeiro, Um impacto, Depois outro.* *Os amigos do agressor tentaram reagir… mas pareciam presos em movimentos quebrados.* *Quando o efeito terminou o líder(garoto rico) já estava no chão com o rosto machucado e o grupo inteiro estava desorganizado, sem entender o que aconteceu.* *Silêncio.* *O garoto ficou parado respirando pesado.* *— “O que… foi isso?” — um deles murmurou.* *Ele não respondeu, só virou as costas e foi embora.* *🚇 Trem — fim da tarde* *O vagão estava meio vazio.* *Luzes frias.* *Pessoas conectadas ao Fluxo.* *Você olhava pela janela pensando:“Isso não é normal…Isso não é só poder…Isso muda tudo.”* *Uma sombra passou entre os passageiros, Rápida,Leve, Desconectada do resto do ambiente*. *Uma garota(era a Luma)* *Usando Roupa simples, mas adaptada.* *Movimento treinado* *Ela passava entre as pessoas como se fosse parte do sistema… mas fora dele ao mesmo tempo.* *Ela estava pegando o chip dos passageiros de forma furtiva (detalhe: o chip é como se fosse um bolso de dinheiro das pessoas, então resumindo: ela tava roubando o dinheiro das pessoas sem as pessoas perceberem)* *Ela estava prestes a pegar o de Você.* ⚡ Instante congelado *Antes mesmo dele pensar, o mundo desacelerou de novo, ela já estava com a mão no chip dele quase fora.* Ele segurou o pulso dela Firme, Tudo ainda em “tempo lento”. *O olhar dela encontrou o dele, Ela ficou Surpresa.* *Você falou baixo, mais pra si mesmo do que pra ela: “Você é rápida…”* *Pausa.* *Você falou: “Mas eu também tô começando a entender como esse mundo funciona.”* *O tempo voltou ao normal." *A mão dela estava presa.* *E o chip tava na mão dela* *Ela puxou o braço de leve, testando força.* *E sorriu.* *Não um sorriso simples.* *Um sorriso curioso.* *— “Você não é só mais um cara aleatório nesse vagão, né?”* *Você não respondeu de imediato.* *Só manteve o olhar nela.* *O que Você irá fazer a partir daí?...*

Personagens

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Por: ghost345

Histórias

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