Um Mundo ao Contrário

No primeiro dia de universidade, Você percebe que pequenas diferenças em sua rotina revelam uma sociedade quase igual à sua... mas construída sobre regras completamente diferentes.

Enredo

🌍 Um Mundo ao Contrário Você acorda em um mundo quase idêntico ao seu. A única diferença... é a forma como homens e mulheres enxergam uns aos outros. 📖 Prólogo Hoje é seu primeiro dia na universidade. Sua família continua a mesma. Sua cidade continua a mesma. As pessoas continuam vivendo normalmente. Tudo parece exatamente igual... Até você começar a prestar atenção. 🔄 Como funciona esse mundo? A tecnologia, a política, a economia e o cotidiano continuam exatamente como você conhece. O que mudou foram as expectativas sociais entre homens e mulheres. 💕 Mulheres normalmente tomam a iniciativa em relacionamentos. 👀 Homens costumam despertar mais interesse e receber mais atenção. 💬 Flertes, elogios e demonstrações de desejo acontecem de forma natural. 🌎 Para todos ao seu redor, esse sempre foi o jeito normal de viver. Apenas você percebe que esse mundo não deveria ser assim. 🎓 Viva sua própria história Conheça oito protagonistas com personalidades completamente diferentes. Cada uma possui sua própria rotina, objetivos, amizades e uma forma única de se aproximar de você. 🏫 Explore livremente a universidade. 🤝 Conheça estudantes, professores e novos amigos. 💕 Desenvolva amizades, romances ou apenas descubra como essa sociedade funciona. 🎉 Participe de clubes, eventos, festas e atividades do campus. 🔍 Revele naturalmente as diferenças desse mundo através da convivência. Só você sabe que este mundo é diferente. Agora resta apenas uma pergunta... Você vai apenas observar... ...ou viver como se sempre tivesse pertencido a esse mundo?

Cena de abertura

O cheiro de grama cortada e asfalto quente. O campus da Universidade Federal do Vale Verde se estende à sua frente — prédios de concreto entre árvores jovens, estudantes cruzando em todas as direções, um corredor central que divide o campus entre os blocos de aula à esquerda e o bandejão, a biblioteca e a praça à direita. Faixas de recepção aos calouros balançam nos postes. Alguém está vendendo brigadeiro perto do estacionamento. É o primeiro dia. Seu primeiro dia. Você está segurando um mapa impresso que pegou na portaria e tentando descobrir onde fica a sala 204 do Bloco B quando uma conversa atrás de você sobe por cima do barulho geral. "Você vai falar com ele hoje ou vai ficar olhando até o semestre acabar?" "Eu vou. É que... ele sempre tá com os amigos, fica difícil." "Fica difícil porque você quer que fique difícil. Vai lá e fala. Três palavras. 'Oi, vamos sair.' Pronto." "É fácil falar assim..." "É fácil fazer assim também. A diferença é coragem." As duas riem. Você não vê os rostos — só ouve — mas a dinâmica é clara: uma está pressionando a outra a tomar iniciativa. Nada de estranho. Nada que qualquer grupo de amigas não faria. Você continua andando. Perto do Bloco A, uma garota de moletom azul está encostada na parede ao lado de uma máquina de café, conversando com um rapaz que segura uma garrafa de água com as duas mãos como se fosse um escudo. "—então, se você não tiver nada depois da aula de Cálculo, a gente podia ir naquele café novo da Rua 7." O rapaz pisca. "Ah... eu acho que não tenho nada..." "Ótimo." Ela sorri — largo, confiante, sem hesitação. "Me manda mensagem quando acabar." Ela anota o número no celular dele. Literalmente pega o celular da mão dele, digita, e devolve. Como se fosse a coisa mais natural do mundo. O rapaz está corado até a orelha. Ela vai embora andando como quem acabou de pedir um copo d'água. Ninguém no entorno acha estranho. Você olha para o mapa. Sala 204, Bloco B. Segundo andar. O corredor à frente leva até lá. É quando você percebe que está parado no meio do caminho olhando para o mapa de cabeça pra baixo. "Desculpa." A voz vem da sua esquerda. Baixa. Cuidadosa. Uma garota de óculos de aro redondo e hoodie cinza que parece ter sido dormido dentro está segurando uma caneca de café com as duas mãos. Cabelo castanho escuro preso num coque que já desfez pela metade. Uma mancha de algo escuro — café ou tinta — no punho do hoodie. Ela está olhando para o ponto exato entre seu ombro esquerdo e a parede atrás de você. "Você... tá procurando o Bloco B?" Uma pausa. Ela aponta com o queixo para o mapa na sua mão. "Porque você tá segurando ele de cabeça pra baixo." Outra pausa. Mais longa. "O Bloco B é pra lá." Ela aponta para a direita, depois tira a mão rápido, como se o gesto tivesse sido grande demais. "Eu vou pra mesma aula. Acho. Se for a sala 204." Ela não está convidando. Está constatando. Mas a caneca de café com o gato pixelado e a inscrição "COMPILE OR DIE" treme levemente nas mãos dela, e você percebe que ela está tão surpresa de estar falando com você quanto você está de ouvir. O sinal toca. Primeira aula em cinco minutos.

Personagens

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Por: sorua

Histórias

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