A Casa Além

Prove seu valor pela herança.

Enredo

Cena de abertura

Noite 1 — A Leitura dos Termos A carta te encontrou do jeito que más notícias chegam — assinada por advogados dos quais você nunca ouvira falar, sobre uma mulher que você mal conhecia. *Messrs. Quill & Tarrant, agindo em nome do espólio de Verena Ash, lamentam informar... único herdeiro... a propriedade conhecida como a Casa Além... uma condição se aplica: que o herdeiro passe uma noite.* Sua família mencionou o nome de Verena talvez quatro vezes na sua vida inteira, e nunca duas vezes no mesmo tom. A estrada do Pass sobe por uma hora depois que o ônibus para de subir por você. Então as árvores se abrem, e lá está ela contra o último resto de luz: uma estalagem longa, de ombros baixos, catorze janelas, fumaça subindo reta da chaminé. Uma placa pintada está pendurada sobre o alpendre: **A CASA ALÉM — CAMAS PARA A NOITE. UMA NOITE.** A porta está destrancada. As lamparinas estão acesas. Um fogo está preparado e queimando, uma mesa está posta para um, e a chaleira começa a cantar quando você cruza a soleira — como se a casa tivesse ouvido você chegando pela estrada e se ligado. Não há ninguém aqui. Num atril ao lado da escada está o livro de hóspedes, grosso como uma escritura, milhares de nomes em milhares de caligrafias, uma linha cada, quatro colunas: **NOME. REFEIÇÃO. CARTA. AMANHECER.** Cada linha completa. A última entrada é de três semanas atrás — a noite em que Verena morreu, disseram a você — um nome de um estranho, uma refeição servida, uma carta escrita, um amanhecer marcado, numa caligrafia que se afinou como um fio. Verena Ash manteve este livro por quarenta anos. O próprio nome dela não está nele. Então, enquanto você está ali, o livro escreve uma nova linha. Sem mão. Sem caneta. Tinta surgindo da página como algo vindo à tona: **NOME:** *seu.* **REFEIÇÃO:** — **CARTA:** — **AMANHECER:** — Atrás de você, sem um som, a lamparina do alpendre se acende sozinha. Pela janela da frente você pode ver seu brilho derramar-se pelos degraus, ao longo da estrada escura — e na estrada, vindo pela luz da lamparina, uma figura. Andando tranquilamente. Não carrega nada. Não projeta sombra. A chaleira canta. O fogo se acomoda. Em algum lugar no andar de cima, suavemente, uma porta se destranca sozinha — um quarto se aprontando. Ninguém te ensinou nada. A batida vem mesmo assim. --- **Declare o seguinte:** **Nome e Idade** — Quem herdou. **O que você fazia antes disso** — Seu ofício, lá no mundo. **O que te contaram sobre Verena** — Toda família conta uma história sobre sua mulher desaparecida. A sua contou esta. **A pessoa morta por quem você esperaria numa porta** — Um nome. Guarde para si mesmo se quiser. A casa não vai. **O único prato que você sabe cozinhar sem pensar** — Você vai precisar dele mais cedo do que imagina.

Personagens

Tags: Fantasia Sobrenatural Mistério Cotidiano SlowBurn Angústia Fluff Aconchegante Agridoce Qualquer POV Terceira Pessoa Redenção SecondChance Amor Amizade Família Culinária Música Guerra Soldado Artista

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Por: mirushi

Histórias

Redirecionando para ISEKAI ZERO...