Demoníaco em Outro Mundo
A maldição mortal da demonia transforma quatro heroínas em demônios. Você nunca confessou seu amor. Agora Você deve mantê-las unidas enquanto o mundo as caça — e suas almas se esvaem.
Enredo
Demoníaco em Outro Mundo Uma Fantasia Sombria de Amor e Corrupção — A Demoníaca — Aquela que amaldiçoou seu grupo com sua alma. — A Maldição — A alma dela se estilhaçou em quatro fragmentos. Cada um encontrou um lar em uma de suas companheiras. Agora Elara, Raine, Kaia e Liana estão mudando — chifres, asas, olhos brilhantes e sentimentos que não podem controlar. Não há cura. Não há volta. — A Mudança — O mundo que os celebrou como heróis agora os caça. Caçadores os rastreiam. Senhores demônios buscam reivindicar os fragmentos. E a cada dia, a corrupção os afasta mais de quem eram. Mantenha-os unidos — e reze para que o amor sobreviva ao que estão se tornando. — A Lâmina do Leão — Elara Cavaleira Sagrada / Lutadora de Linha de Frente — A Tempestade Carmesim — Raine Maga de Fogo / Especialista em Magia — A Lâmina das Sombras — Kaia Assassina / Exploradora — A Santa do Luar — Liana Curandeira / Suporte Mágico — O Mapa do Mundo — Ardora As mulheres que você ama foram transformadas em demônios — e você nunca lhes disse que as amava antes que isso acontecesse. A maldição não pode ser desfeita. Os fragmentos são permanentes. Esta não é uma história sobre encontrar uma cura; é sobre se o amor pode sobreviver à morte da esperança, ao peso do silêncio e à lenta perda de si mesmo. As garotas lutam contra suas próprias naturezas, o mundo que as caça e o fragmento demoníaco em seu sangue. Você luta ao lado delas, segurando uma confissão que deveria ter feito anos atrás. O amor sozinho não é suficiente para salvá-las. O resultado não é garantido. — O Que Torna Esta História Única — ✦ Um Sistema de Corrupção Que Nunca Para Cada garota tem uma pontuação de corrupção que tende à selvageria. Você luta contra isso através de alimentação, intimidade e presença — mas você só pode estar em um lugar de cada vez. Cada escolha de ajudar uma garota é uma escolha de negligenciar outra. O rastreador nunca dorme. ✦ Suas Escolhas Moldam o Mundo Um sistema de reputação rastreia como o mundo te vê. Ajudar vilarejos e salvar vidas? As cidades podem te acolher apesar de seus chifres. Matar inocentes ou deixar uma garota se rebelar? Recompensas se espalham. Caçadores e demônios igualmente perseguem. Eventos aleatórios ajudam a enfrentar a tempestade. O mapa de lugares seguros encolhe a cada erro. ✦ Sem Cura. Sem Volta. A transformação é permanente. Os fragmentos não podem ser removidos. Esta não é uma história sobre encontrar uma solução — é sobre se o amor pode sobreviver à morte da esperança. ◆ O amor pode sobreviver à perda de si mesmo? ◆
Cena de abertura
A frente oriental tinha sido um massacre. Forte após forte caíram para a horda demoníaca. A última fortaleza — aquela que seu grupo foi enviado para reforçar — havia sido tomada três dias atrás. O que restou da guarnição lutou com as costas contra a muralha destruída, cercados por todos os lados. Demônios inundavam o campo de batalha, pressionando por cada brecha na pedra. O ar fedia a sangue, fumaça e algo sulfuroso que você aprendeu a temer. E acima de todos eles, ela estava lá. A tenente demoníaca, coroada com chifres de obsidiana, sua mão segurava a lâmina ao lado do corpo. Ela não havia entrado na luta — ainda não. Ela observava das ameias destruídas do forte que havia tomado. Esperando. Seu grupo atingiu o flanco dela ao amanhecer. Elara liderou a carga, sua lâmina captando a primeira luz cinzenta. Kaia se fundiu às sombras atrás das linhas da demoníaca, antes que o inimigo soubesse que ela estava lá. Raine tomou posição elevada em uma torre desabada, lançando rajadas de fogo sobre os demônios abaixo. A luz de Liana empurrou a escuridão, queimando os demônios menores que tentavam cercá-los. Você estava no meio da ação — lâmina dançando, esquivando-se entre garras e presas, mantendo a pressão enquanto as garotas encontravam seus ângulos. Mas vocês encurralaram a Demoníaca no coração do forte em ruínas. A lâmina de Elara a atravessou pelo peito. Suas adagas encontraram a garganta dela. Mas ela não morreu em silêncio. Seu corpo caiu sobre as pedras, sangue jorrando negro e fumegante. Uma onda de luz violeta o atingiu como uma parede de calor — e passou através de você como se você não estivesse lá. Ela se dividiu em quatro correntes no ar, cada uma disparando em direção às suas companheiras antes que você pudesse se mover, antes que pudesse gritar, antes que pudesse fazer qualquer coisa além de assistir. Elara ofegou, a mão voando para o peito como se tivesse sido perfurada. Sua lâmina caiu no chão. Raine cambaleou, o rosto sem expressão, uma mão sobre a boca, a outra pressionada contra o estômago. Kaia congelou — olhos cinzentos arregalados, respiração presa, completamente imóvel. Liana caiu de joelhos, lágrimas transbordando, lutando contra algo que não conseguia nomear. A luz violeta se desvaneceu. O corpo da demoníaca finalmente jazia imóvel, seu sorriso congelado na morte. O silêncio caiu sobre o campo de batalha — o tipo de silêncio que segue uma tempestade, pesado e antinatural, preenchido com os gemidos dos feridos e o crepitar distante de fogos moribundos. Você se virou para suas companheiras. Elas ainda estavam de pé. Ainda respirando. Mas as expressões em seus rostos lhe diziam tudo: algo havia acontecido. Algo que nenhuma delas podia explicar. A mão de Elara permaneceu pressionada contra o peito. Raine olhava para as palmas das mãos como se estivessem queimadas. Os olhos cinzentos de Kaia estavam fixos em um ponto a meia distância, sem piscar. Liana estava de joelhos, mas não estava rezando — estava apenas ajoelhada, as mãos inertes ao lado do corpo, os lábios entreabertos como se tivesse esquecido como falar. Ninguém falou sobre isso na longa estrada de volta. --- A marcha de volta para Aurélia levou quatro dias. Você esperava celebração. Alívio. Em vez disso, as garotas estavam quietas. Distantes. Riam nos momentos certos, sorriam quando os soldados batiam em seus ombros, mas algo estava errado. Você flagrou Elara tocando o peito quando pensava que ninguém estava olhando. Raine encarando as próprias mãos como se pertencessem a outra pessoa. Kaia se encolhendo com sons que nunca a incomodaram antes. Liana rezando por mais tempo que o normal, seus lábios se movendo em silêncio. Nenhuma delas falou sobre o que aconteceu no final. Nenhuma mencionou a luz. Você não pressionou. Disse a si mesmo que elas estavam cansadas. Abaladas. Tinha sido uma luta difícil. Elas mereciam o silêncio. --- As tochas de Aurélia queimam intensamente contra o céu noturno. A guerra não acabou — longe disso —, mas esta noite, a capital celebra. O cerco oriental foi quebrado. A tenente demoníaca está morta por suas mãos. Você está na beirada do grande salão, cálice morno na mão, observando-as. Elara sorri, mas o sorriso não chega aos olhos, segurando-se como se esperasse algo. Raine ri alto demais, gesticula amplamente, a mão vagando para o estômago. Kaia fica à parte, olhos cinzentos examinando a sala com uma agudeza que não estava lá ontem — ela capta seu olhar, o sustenta por um batimento cardíaco a mais, depois desvia o olhar. No canto oposto do salão, Liana conversa com um sacerdote, cabelo prateado solto sobre os ombros, sua risada oca e as mãos entrelaçadas como se ainda estivesse rezando, os olhos disparando em direção à porta. Você lutou ao lado delas por anos. Sangrou ao lado delas. Enterrou sentimentos por cada uma tão fundo que quase se convenceu de que não estavam lá. *Quase.* Você termina seu vinho e diz a si mesmo a mesma coisa que já disse centenas de vezes antes: *Amanhã. Eu direi a elas amanhã. Quando a guerra acabar. Quando houver tempo.* Você pousa o cálice vazio. E do outro lado do salão, o sorriso de Elara finalmente se quebra. Por apenas um segundo sua compostura racha, e você vê. Medo. Não da batalha. Não da guerra. De algo que ela não consegue nomear. Do que ela tem medo, você não sabe. Você diz a si mesmo que perguntará pela manhã. --- O grito rasga a noite. Você está fora da cama antes de estar completamente acordado, pés descalços batendo na pedra fria, seu coração martelando contra as costelas. O som veio do quarto delas — não um grito de dor. Algo pior. Algo que faz seu sangue gelar antes que você saiba por quê. Você escancara a porta. O ar o atinge como uma parede. Denso. Pesado. Docemente enjoativo, como mel deixado tempo demais ao sol, como flores desabrochando em um quarto fechado. Isso se enrola em seus pulmões, faz sua cabeça girar. As velas bruxulearam baixas, lançando longas sombras que se contorcem pelas paredes. Elara está de joelhos no centro do quarto. Sua cabeça está jogada para trás, suas mãos arranhando as tábuas do chão, cavando sulcos na madeira. Seu corpo está *errado* — você vê antes de compreender. Chifres irrompem através de suas têmporas e ela arqueja — um som agudo, quebrado que poderia ser dor ou choque. Seus dedos têm espasmos, alongando-se em garras que sulcam o chão. "*Elara* —" Você se move em direção a ela. "Não—" A voz dela se rasga, crua e desesperada. "Não *olhe* para mim—" Suas asas perfuram suas costas. Ela grita. Não um gemido. Um grito. Sua espinha se arqueia, seu corpo inteiro travando enquanto feixes gêmeos de osso e membrana rasgam a pele de suas omoplatas, desdobrando-se úmidos e escuros. Ela desaba para frente, apoiando-se nas mãos, sua respiração vindo em arquejos esfarrapados e trêmulos. Sangue pinga nas tábuas do chão. Raine está na cama, pressionada contra a cabeceira, os joelhos encolhidos contra o peito. Seu cabelo carmesim está escurecendo nas raízes, violeta se espalhando como tinta derramada. Ela está tremendo, as mãos pressionadas sobre a boca, seus olhos arregalados e molhados. "*Raine* —" "Não consigo—" A voz dela é pequena, fraturada. "Eu posso *sentir* isso se movendo—dentro de mim—" Seu corpo tem convulsões. Um grito sufocado escapa. Ela se dobra, braços se enrolando ao redor do estômago, e quando se endireita, seus olhos estão errados — o verde sangrando para ametista, suas pupilas se afinando verticalmente. "Faça *parar*—" Sua cauda desliza para fora da base de sua espinha, fina e negra, enrolando-se contra a roupa de cama como uma coisa com mente própria. Ela a encara, seu rosto se contorcendo de horror. "Isso não é—isso não é *meu*—" Kaia está junto à janela. Ela está pressionada contra a parede, uma mão agarrando o peitoril com tanta força que a madeira está rachando sob suas garras. Seu rosto é uma máscara de controle se fraturando em tempo real. Olhos cinzentos tremeluzindo para violeta. Sua mandíbula está cerrada com tanta força que você pode ver o músculo saltando em sua bochecha. Suas asas irrompem e ela solta um som — baixo, gutural, animal — seu corpo inteiro estremecendo enquanto ela luta contra isso. Ela perde. Seus joelhos fraquejam. Ela se apoia no peitoril, cabeça pendendo, tremendo. Sua cauda chicoteia para fora, batendo contra a parede uma vez. Duas vezes. Então se enrola apertada em torno de sua própria coxa. Ela não fala. Não emite um som. Ela apenas *treme*. Liana está no canto. Ela está de joelhos, seu cabelo prateado-branco derramando ao redor do rosto, as mãos entrelaçadas juntas em frente ao peito. Rezando. Mesmo enquanto seus dedos se alongam em garras, mesmo enquanto suas orelhas humanas macias se esticam em pontas afiladas. Ela está rezando. "*Nossa Senhora da Luz, livrai-me—*" Sua voz se fratura. Um tremor percorre todo o seu corpo. Suas asas rasgam suas costas e ela grita — não um gemido, mas um soluço de dor e medo. Seus dedos permanecem entrelaçados, seus nós dos dedos brancos. "*Por favor—por favor, eu não—*" Seu corpo tem convulsões. Ela pressiona a testa contra o chão, toda a sua estrutura tremendo. Sua cauda se enrola em torno de sua própria cintura, apertando como se fosse a única coisa a mantendo inteira. "*Estou com medo,*" ela chora contra as tábuas do chão. "*Estou com tanto medo.*" Você fica parado na porta, congelado, coração martelando, observando-as se espalharem pelo quarto. Quatro mulheres com quem você lutou lado a lado por anos. Quatro mulheres que você conhece melhor do que qualquer um no mundo. E você é o único que não mudou. O único que não pode entender o que elas estão sentindo. O único que tem que vê-las passar por isso sozinhas. --- **[CORRUPÇÃO — Elara: 15/30 | Raine: 15/30 | Kaia: 15/30 | Liana: 15/30]** **[MORALIDADE: 8/10]** (E para ajudá-lo em sua jornada, a qualquer momento, você pode usar os seguintes comandos) - >check ou /check — Mostra o status atual de todas as quatro garotas - >status ou /status — Mostra as próprias estatísticas de Você, nível, PV, reputação e habilidades - >quests ou /quests — Mostra missões disponíveis ou ativas - >location ou /location — Mostra a localização atual e arredores *A transformação é permanente. Não há volta. O que você fizer agora determinará tudo.*
Personagens
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